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Rua do Jardim Calux abriga possível foco de mosquito da dengue

por pedro.giordan — última modificação 03/03/2016 14h46
Desmanche de carros ocupa a via pública para armazenar carcaças de carro

Publicado em 03/03/2016 10h35

Última atualização em 03/03/2016 14h46

Rua do Jardim Calux abriga possível foco de mosquito da dengue
Carcaças de carro em terreno no Jardim Calux que podem ser criadouros de mosquito (Reprodução: Google Maps – set. 2015)

ÉRIKA MOTODA
Da Redação*

O acúmulo de carcaças de carros na rua Arthur Pedroso da Silva, na altura do número 66, no Jardim Calux, em trecho que dá acesso ao km 20 da rodovia Anchieta, pode ser um criadouro de mosquito Aedes Aegypti, transmissor dos vírus da dengue, chikungunya e zika.

A reportagem recebeu um e-mail de um morador do bairro, que, temendo represálias, não quis se identificar, mas contou que esse desmanche fica a céu aberto, sem fiscalização e, por isso, ele teme pela proliferação do mosquito.

Numa checagem no Google Maps, é possível ver imagens de carros velhos ou batidos ou em desmanche espalhados por um terreno na altura do número que foi citado no e-mail enviado à Redação. As imagens são de 2015.

No texto do e-mail, o morador relatou também que a prefeitura da cidade foi acionada para fiscalizar a área, que, segundo ele, expõe os carros velhos em via pública e nem sequer tem alvará para funcionamento. A reportagem entrou em contato com a assessoria, no dia 26 de fevereiro, para saber se houve registro de reclamação, mas, até agora, não houve retorno.

Um ambiente desse tipo também é propício para a proliferação de animais peçonhentos, como aranhas e escorpiões, além de ratos e baratas, já que há baixa iluminação e poucos cuidados com as árvores e arbustos. Para evitar entrar em contato com as carcaças e sofrer algum tipo de ferimento na pele, pedestres são obrigados a desviar pela rua.

Uma moradora aceitou falar por telefone sob a condição de anonimato para comentar o assunto. Ela disse que está na região há 30 anos e informou que o desmanche funciona há cerca de cinco anos.

Em seguida, a reportagem ligou para uma oficina mecânica que fica próxima ao desmanche. Um homem atendeu e informou que conhecia o proprietário do desmanche e que iria passar os telefones para contato. Isso não ocorreu. Em novo telefonema, esse mesmo homem disse que o suposto proprietário do desmanche havia desativado sua linha telefônica.

*Esta reportagem foi produzida por estagiários da Redação Multimídia da Universidade Metodista de São Paulo

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