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Má conservação de passarelas no centro de Santo André incomoda pedestres

por aluno última modificação 30/03/2016 10h48
Munícipes se arriscam na via pública com medo de utilizar as passagens

Publicado em 29/03/2016 13h14

Última atualização em 30/03/2016 10h48

Má conservação de passarelas no centro de Santo André incomoda pedestres
Passarela Luis Melito, localizada na Avenida Perimetral em um dia de semana - Foto: Camila Traldi

CAMILA TRALDI

Especial para o RROnline*

Usar as passarelas no centro de Santo André não está sendo uma tarefa fácil. Vandalismo, mau cheiro e falta de segurança são apenas algumas das reclamações citadas pelas pessoas que precisam utilizá-las. As passagens, nas avenidas Perimetral, Coronel Fernando Prestes e na Capitão Mário Toledo de Campo, não recebem atendimento necessário para a sua conservação, estão sujas e inseguras, além de abrigar moradores de rua e usuários de drogas. Além disso, o teto daquelas que são cobertas apresentam infiltrações.

O comerciante Amandio Bartolo, que trabalha ao lado da via de pedestres Luis Melito, na avenida Perimetral, lista os problemas que está acostumado a ver todos os dias. “A passarela é imunda, com muito mau cheiro e está abandonada, toda pichada”, diz. Segundo Bartolo, à noite e no início da manhã são os horários em que ocorrem mais assaltos.

O mesmo acontece nas passarelas Sandro A. Silva, na avenida Coronel Fernando Prestes, e na José Furtado, na avenida Capitão Mário Toledo de Campo. Por esse motivo, muitas pessoas preferem se arriscar atravessando a via no meio dos carros ao invés de utilizar as passagens apropriadas.

“Tenho medo por causa de assaltos. À noite eu não uso mesmo, mudo todo o meu trajeto, faço o caminho mais longo para não atravessar por ali”, conta Marusa de Carvalo, auxiliar administrativa, que usa a passagem da Luis Melito.

Segundo o professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, Jorge Bassani, o principal fator para solucionar esse tipo de ocorrência é conseguir fazer com que a população desenvolva um laço afetivo pela região. “É possível conseguir melhorias com uma política de educação do cidadão. As pessoas precisam se sentir donas dos municípios onde vivem, saber que a cidade é deles, pois dessa forma cuidarão mais do patrimônio urbano”.

De acordo com o professor, a prefeitura não consegue ser a única responsável pela manutenção dos locais. ”Não existe como o poder público sozinho recuperar tudo. Então o jeito seria todos nós cuidarmos, ser um cidadão que respeita o bem comum”.

Em nota, a assessoria de imprensa da prefeitura de Santo André, por meio da Secretaria de Mobilidade Urbana, Obras e Serviços Público, afirmou que faz manutenções periódicas nas passarelas da cidade. O comunicado afirma que os serviços vão desde reparos nos pisos, pintura, manutenção de gradil, iluminação, entre outras ações. Em relação à coleta de lixo nas passagens, a prefeitura diz que realiza a varrição em todas as passarelas da cidade de acordo com o cronograma de cada bairro, pelo menos uma vez por semana.

*Esta reportagem foi produzida por alunos do curso de Jornalismo da Universidade Metodista de São Paulo

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