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Lixeiras do Rudge Ramos são alvo de vandalismo

por lucas.laranjeira última modificação 25/05/2016 08h34
Pichações e suporte quebrado são problemas recorrentes; duas foram queimadas

Publicado em 25/05/2016 07h56

Última atualização em 25/05/2016 08h34

Lixeiras do Rudge Ramos  são alvo de vandalismo
Lixeira tem fio de telefone enrolado na avenida Senador Vergueiro; na avenida Doutor Rudge Ramos papeleira tem suporte quebrado - Foto: Érika Motoda/RRJ

ALEXANDRE LEORATTI
ÉRIKA MOTODA
Do Rudge Ramos Jornal*


Lixeiras instaladas nas ruas do Rudge Ramos são alvos de depredação, pichação e servem até para “gambiarras” com fios telefônicos. De um total de 176 pontos de descartes checados, 10% deles (17) estavam quebrados; 39 recipientes estavam pichados.

No último dia 29 de abril, a reportagem percorreu as avenidas Rudge Ramos, Senador Vergueiro, Caminho do Mar, Bispo César Dacorso Filho e ruas Ângela Tomé, Júlio Tomé, Afonsina, Francisco Pedroso de Toledo, Alfeu Tavares, Sacramento e Planalto. Havia algum problema com as lixeiras de todas essas vias.

São Bernardo tem, ao todo, 8.000 lixeiras distribuídas pela cidade, segundo o diretor de limpeza urbana, Maurício Cardozo, 37. “As papeleiras são instaladas de acordo com o fluxo de pessoas, ou seja, em áreas centrais onde há uma maior quantidade de pessoas”, falou.

Ainda de acordo com o diretor, o custo para instalar ou reparar uma lixeira é de R$ 100. Segundo Cardozo, a maioria dos casos de vandalismo acontece durante o período da madrugada, principalmente nos finais de semana. Na verdade, o custo não é da prefeitura, e sim do contribuinte, que paga o vandalismo com seus impostos.

Um dos exemplos de vandalismo que a reportagem constatou foi na rua Júlio Tomé, na altura do número 172. Lá está instalada uma lixeira. Porém incendiada. Segundo Charles Possamai, 62, que mora na rua, há mais ou menos um mês, botaram fogo na lixeira durante a noite. “Está toda queimada por dentro”, afirmou. Ele ainda disse que o local é muito frequentado por jovens e acredita que essa movimentação pode ter ocasionado o incidente.

Outro caso de depredação por fogo foi verificado no começo da mesma rua. Só restou o suporte de uma lixeira que estava instalada no poste. O recipiente precisou ser retirado por não se encontrar em condições de uso. Até o fechamento desta reportagem, não havia uma nova papeleira no local.

Na avenida Dr. Rudge Ramos, entre os números 59 (parada de ônibus São João Batista) até 570 (Drogaria São Paulo), três lixeiras estavam caídas no chão, já que tiveram seu suporte quebrado. Na avenida Senador Vergueiro, também foram encontradas três lixeiras caídas pelo mesmo motivo. As ruas Alfeu Tavares e Afonsina tinham, cada uma, uma papeleira com problema semelhante.

Marly Fazzani, 48, que é gerente de uma loja de roupa na rua Afonsina, disse que a lixeira perto do seu comércio estava quebrada há, pelo menos, uma semana. Além disso, as pessoas também utilizam o local para fazer suas necessidades fisiológicas. “Toda vez que vamos abrir a loja, há urina em frente ao local”, contou.

Já na avenida Vergueiro, na altura do número 4.269, em frente a um posto de gasolina, foi encontrada uma papeleira com fios de poste enrolados. Segundo o frentista Gildo Santos Souza, 36, “houve uma ventania na região e os fios se soltaram e ficaram espalhados pela calçada e em partes da rua. Para proteger os pedestres, acabamos [ele e os outros funcionários do posto] amarrando os fios na lixeira”.

Situação semelhante foi encontrada na avenida Dr. Rudge Ramos, 837, em frente à concessionária da BMW. Um fio de aproximadamente 10 metros estava espalhado na calçada e somente a ponta estava enrolada na lixeira.

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A Eletropaulo, por meio da assessoria de imprensa, respondeu que os fios do local não são de energia, mas de telefonia, portanto o assunto deveria ser tratado com outra empresa. A reportagem entrou em contato com a Vivo, que respondeu, por meio de nota, que o problema da linha telefônica na avenida Vergueiro está regularizada. Na avenida Dr. Rudge Ramos, segundo a Vivo, não foi encontrada nenhuma irregularidade no dia em que foram contatados.

A avenida Caminho do Mar, entre o Largo do Rudge até o Parque Salvador Arena, é a que menos apresentou problemas com papeleiras quebradas. Foram encontradas somente duas. Entretanto houve a maior incidência de pichação, com nove no total.

Outros incidentes também foram encontrados. Duas papeleiras estavam quebradas em frente a pontos de ônibus na parada São João Batista e na parada do Largo do Rudge.

Ecopontos
Além das papeleiras para lixo comum, a prefeitura também disponibiliza serviços para a coleta de materiais recicláveis e resíduos de construção civil de até 1m³, os Ecopontos.

O diretor de limpeza urbana, Mauricio Cardozo, afirmou que a cidade soma 11 pontos de coleta seletiva. Os bairros contemplados são: Rudge Ramos, Taboão, Parque dos Pássaros, Alvarenga, Alves Dias, Vila Jerusalém, Batistini e Divineia.

*Esta reportagem foi produzida por estagiários da Redação Multimídia da Universidade Metodista de São Paulo

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