Você está aqui: Página Inicial / Notícias / Cidades / 2016 / Redes sociais promovem encontros reais entre internautas do ABC

Redes sociais promovem encontros reais entre internautas do ABC

por aluno2016 última modificação 08/02/2017 06h48
Grupos que se conhecem online se reúnem para falar inglês, formar uma banda e trocar roupas

Publicado em 03/02/2017 12h27

Última atualização em 08/02/2017 06h48

Redes sociais promovem encontros reais entre internautas do ABC
Toda comunicação do grupo é feita em inglês, tanto nas reuniões como nas redes sociais - Fonte: Arquivo pessoal

BIANCA EVANGELISTA
GABRIELA ARAUJO
SOFIA SALES
Especial para o RROnline*

Segundo a Pesquisa Brasileira de Mídia de 2015, 83% dos brasileiros estão conectados à rede social Facebook, seguido do Whatsapp, com 58% de usuários. Com a grande quantidade de pessoas ligadas pelas mídias sociais é possível encontrar de tudo e conhecer diversas pessoas que compartilham estilos de vida semelhantes para praticar um idioma, vender o que não se quer mais e até mesmo encontrar uma banda para tocar.

Os grupos Poliglota do ABC, Tô Sem Banda ABCD e Bazar das amigas ABC são exemplos de pessoas que utilizam as mídias sociais para encontrar amigos na vida real com interesses em comum. Os encontros são marcados pelo Facebook, acontecem em locais acessíveis e garantem novas amizades.

A advogada Carolina Carteiro, de São Bernardo, uma das administradoras do grupo Poliglota do ABC, criado em junho de 2016, diz que a comunicação para interação das pessoas começou no Facebook. “O grupo tem 120 membros e foi pensado para unir pessoas da região para praticar inglês”.
Outros grupos que se organizam para viajar, como o Trip Surf e o Mochileiros do ABC, criados em 2016 e 2015, respectivamente. Veja no vídeo:

Outro grupo de influência é o Tô Sem Banda ABCD, criado em 2013, que conta com 2180 participantes e busca unir músicos e bandas de diversos estilos musicais. “Antes do Facebook havia muita dificuldade para formar bandas. Existiam alguns sites, mas eram bem ruins. Agora, com Facebook e Whatsapp, se comunicar e marcar ensaios ficou muito mais fácil”, conta o supervisor de vendas Glauco Casalloti, criador do Tô Sem Banda ABCD .

Cuidados com a segurança

A pesquisadora de sociabilidade em redes sociais Márcia Siqueira, da Universidade Belas Artes, afirma que esse tipo de relação é chamada de amigos com interesse. “ Esse movimento não é novidade, sempre fizemos isso. O que mudou com a internet é que no mundo digital fazer essa análise ficou mais simples”, explica.

Márcia Siqueira chama a atenção para os problemas que esse tipo de relação pode apresentar. “É sempre mais fácil citar só os lados positivos, mas essas redes podem ajudar, por exemplo, neonazistas e terroristas a se encontrarem. A tecnologia e a disponibilidade das ferramentas é a mesma para o bem e para o mal”.  

A segurança é uma preocupação constante entre as pessoas que se conhecem no virtual e passam a se encontrar na vida real. É preciso tomar algumas precauções, como indica a  dona de casa Aline Garcia, criadora do grupo Bazar das Amigas ABC. A fan page no Facebook, criada há quase dois anos, reúne 55 mil membros, e fica impossível controlar a idoneidade dos participantes. As peças de roupas são escolhidas pela internet, mas é preciso se encontrar pessoalmente para realizar as trocas. "Realizamos os encontros preferencialmente em locais públicos, como estações de trem e shoppings”, explica Aline. Ela afirma que durante as trocas de produtos é importante estar em um lugar que tenha movimento para garantir a segurança de todas.

As redes sociais também permitem uma maior interatividade entre consumidores e empresas. Comentários expondo a experiência do cliente nos estabelecimentos são um grande influenciador. Ouça na reportagem que fala sobre os benefícios e as soluções encontradas pelos estabelecimentos para trabalhar melhor com as críticas positivas e negativas expostas na internet.

 

Nesse e em outros milhares de grupos com proposta semelhantes existentes em diversas plataforma onlines, criar vínculos afetivos torna-se uma consequência, mas Márcia Siqueira relembra que para se fazer novas amizades é necessário o investimento de tempo e atenção.

*Esta reportagem foi produzida por alunos do curso de Jornalismo da Universidade Metodista de São Paulo

Ações do documento