Você está aqui: Página Inicial / Notícias / Cidades / 2016 / Reforma do Parque Aquático tem atraso de seis meses

Reforma do Parque Aquático tem atraso de seis meses

por erika.motoda última modificação 25/05/2016 10h17
Prefeitura afirma que aguarda verba do governo federal que, por sua vez, diz que liberou mais de 70% dos recursos

Publicado em 25/05/2016 08h27

Última atualização em 25/05/2016 10h17

Reforma  do Parque Aquático  tem atraso de seis meses
Dados do site do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo apontam que apenas 15% da obra está concluída

Alexandre Leoratti
Do Rudge Ramos Jornal*


Com previsão de entrega para o dia 11 de novembro de 2015, o novo Parque Aquático do Centro Esportivo Baetão, no bairro do Baeta, em São Bernardo, está atrasado. O principal motivo da demora nas obras foi a rescisão do contrato no dia 21 de dezembro de 2015 com a empresa responsável pela reforma.

O projeto de modernização prevê a reforma das piscinas olímpica e de hidroginástica. Mas só 15% da obra está concluída, segundo dados do TCE (Tribunal de Contas do Estado de São Paulo) que constavam no site do órgão no último dia 13 de maio.

As obras começaram no dia 30 de junho de 2014. Com o atraso, mais de 2.400 famílias deixaram de ser beneficiadas pelo espaço, de acordo com informações do governo federal que constam da placa de informações sobre o projeto. Mas, segundo o TCE, o número de pessoas que seriam atendidas pelo Centro Aquático é maior: 4.200.

Aulas de natação e hidroginástica eram oferecidas gratuitamente, para frequentadores de qualquer idade, na época que o espaço ainda estava aberto

A modernização da área, segundo o TCE, terá valor de pouco mais de meio milhão de reais. Até o momento, somente R$ 76.867,43 foram investidos.

A reportagem presenciou materiais de obra em torno das piscinas e tábuas de madeira nas portas e janelas, bloqueando a visão de quem passa em frente. Placas de obras também estavam abandonadas na área.

Um funcionário, que não quis ser identificado, do setor de manutenção do Complexo Esportivo, afirmou que, no mínimo, há dois anos as obras estão paradas. “Chega uma empresa começa a obra e para. Depois chega outra empresa começa a obra e para novamente”, disse

Questionada sobre a paralisação das obras, a Prefeitura de São Bernardo respondeu, por meio da assessoria, que a obra parou para aguardar liberação de recursos federais e também para ajustes no projeto e consequente reprogramação da obra. Em setembro de 2015, segundo a prefeitura, a obra foi reiniciada. Porém em novembro a empresa solicitou rescisão contratual.

O Ministério do Esporte informou, também por meio de nota, que havia sido liberado 75,46% do recurso financeiro. Declarou também que a execução da obra já atingia 64,60%, segundo informações recebidas da Caixa Econômica Federal. Disse, ainda, que “o contrato está em situação normal (apto a receber recurso), com liberação financeira acima do percentual de execução da obra”, mas que a prefeitura “deve atualizar a medição” dos trabalhos e das etapas da reforma.

De acordo com a prefeitura, os alunos que faziam aulas de natação e hidroginástica no Centro Aquático estão sendo atendidos no Centro Esportivo Odemir Furlan (Baetinha). A Secretaria de Obras está revisando o projeto para abertura de novo processo licitatório para conclusão da obra, com estimativa de retomá-la até o final do primeiro semestre de 2016.

Apesar da reposta de que os alunos seriam redirecionados para aulas no Baetinha, houve casos de pessoas que não receberam notificações.

Em 2014, o aposentado Josely Pedro Costa,75, parou de fazer aulas de natação no Parque Aquático em 2014 devido às obras. Segundo Costa, não houve notificação nem redirecionamento para a piscina do Baetinha. “Tenho amigos que dependiam do Baetão para praticar essa atividade física e, agora, estão parados”, disse.

Costa, que antes treinava natação três vezes por semana gratuitamente no Baetão, agora tem que pagar por aulas particulares, duas vezes por semana, em São Caetano. “Pago uma taxa de R$ 18 para treinar”, afirmou. 


*Esta reportagem foi produzida por estagiários da Redação Multimídia da Universidade Metodista de São Paulo

Ações do documento