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São Bernardo desenvolve moto adaptada para coleta de lixo

por aluno2016 última modificação 31/05/2016 13h52
Motolixo tem capacidade de 400 kg e passa por ruas inacessíveis aos caminhões

Publicado em 31/05/2016 11h25

Última atualização em 31/05/2016 13h52

São Bernardo desenvolve moto adaptada para coleta de lixo
Além da coleta de lixo comum e reciclável, serviço também ajuda na conservação das papeleiras - Foto: João Souza

JOÃO SOUZA
Especial para o RROnline*

Para recolher o lixo doméstico em áreas de difícil acesso para caminhões, a prefeitura de São Bernardo, por meio da empresa SBC Valorização de Resíduos S. A., desenvolveu motos adaptadas, chamadas de Motolixo, equipadas uma caçamba. A coleta é feita de porta a porta desde dezembro de 2014 nas comunidades Bastini, Capelinha, Montanhão, Divinéia e Jardim Regina.

O gerente operacional da empresa de coleta, Fernando Córdoba, conta que a ideia foi tirada de carrinhos elétricos equipados com uma caçamba, mas que tinham uma tração baixa para subir ruas muito inclinadas. “A empresa viu uma oportunidade para a produção de um veículo potente que ajudasse na captação do lixo”, conta.

As motos, com capacidade de aproximadamente 400 kg, recolhem os resíduos de ruas estreitas de mais, por onde os caminhões de coleta não conseguem circular. Depois, o lixo é levado para os “pontos limpos”, que são caixas compactadoras que ficam em locais próximos da comunidade.  “No final do processo, o caminhão leva esse lixo compactado para o descarte final”, explica Córdoba.

Por dia, as motos coletam aproximadamente 10,5 toneladas de resíduo domiciliar e 500 kg de lixo reciclável, depositado nos Ecopontos. Hoje, a empresa conta com cinco moto-coletores, como são chamados os motoristas das motolixos, que precisam ter a carteira de motorista de categoria A.

O moto-coletor Ailton Araújo, que trabalha há 14 anos na empresa, diz que o motolixo levou comodidade para os moradores das comunidades que recebem esse serviço. “No momento em que colocaram a moto ficou mais fácil para eles. Muitos idosos levavam o lixo longe, então essa coleta ajudou muito.”

O diretor de limpeza urbana de São Bernardo, Maurício Cardoso, diz que ainda há locais como a Vila São Pedro, Parque São Bernardo e Alvarenga com contêineres para o depósito dos resíduos, mas que já há um estudo para que essas regiões também recebam a moto adaptada. “Vamos implantar mais 11 Ecopontos e outros cinco pontos limpos para dar cobertura total na cidade”.

O morador da região do Montanhão, Celino Pereira de Jezus, diz que desde que o motolixo chegou, também houve mudanças nos hábitos das pessoas. “Antes, nem lixeira aqui. A gente jogava o lixo no meio do mato, juntava mosquito da dengue e ratos. Agora isso não acontece mais”.

Além da coleta de lixo comum e reciclável, as motos também fazem a manutenção, higienização e instalação de papeleiras, que são os cestos de lixos que são fixados nos postes pela cidade.

 

*Esta reportagem foi produzida por alunos do curso de Jornalismo da Universidade Metodista de São Paulo

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