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Lei de cota para deficientes completa 18 anos

por rroeditor — última modificação 24/07/2009 15:43
O ABC empregou mais de 18 mil no primeiro semestre de 2009.

Publicado em 24/07/2009 15:43
Última atualização às 15:43

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NATÁLIA ARAUJO
Da Redação

Em 1991, foi aprovada a Lei de Cotas para inserir deficientes no mercado de trabalho em todo o país.  Depois de 18 anos, segundo a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de São Paulo o Estado de São Paulo é o que mais cumpre a lei, 39, 7%, em relação ao país que cumpre apenas 15,4 %. No primeiro semestre de 2009 o ABC empregou 18.772 deficientes no mercado de trabalho.

A Avape (Associação de valorização de pessoas com deficiência), na região, é modelo de gestão na área de atendimento a pessoas com todos os tipos de deficiência desde o nascimento. E antes mesmo da vigência da lei, a associação já capacitava as pessoas com deficiência ao mercado de trabalho.

Para o gerente de desenvolvimento de processo de inclusão da Avape, Flávio Gonzáles, a lei de cotas foi fundamental para a inclusão. “Só precisou ser criada porque houve antes exclusão, e as empresas só visam os lucros”, concluiu.

A gerente de Gestão de Pessoas da Universidade Metodista, Andrea Leite, afirma que a empresa antes mesmo da obrigatoriedade já contratava pessoas com deficiência. “Depois da lei, a Metodista iniciou um processo mais focado para inserção de pessoas que atendesse a legislação”, explicou.

Todas as áreas da Universidade são preparadas e orientadas para receber funcionários com e sem deficiência. “Todo processo de adaptação do setor ao funcionário deficiente é realizada em conjunto com as áreas competentes”, disse a gerente de Gestão de Pessoas.

A Avape tem um bom diálogo com as empresas porque surgiu dentro da Volkswagen (empresa automobilística) na década de 80. E também oferece palestras de acessibilidade para qualquer tipo de instituição. O objetivo é oferecer aos deficientes, do tratamento até a inclusão no mercado de trabalho. “Foi precisa a lei, a exclusão era muito clara”, explicou o gerente Flávio.

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