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Surto de conjuntivite assusta São Bernardo

por ariel.silva1 última modificação 22/05/2018 09h21
Aumento dos casos em São Paulo mostra reflexo no Rudge Ramos

Publicado em 18/05/2018 13h08

Última atualização em 22/05/2018 09h21

Surto de conjuntivite assusta São Bernardo
Aplicação de colírio é uma das formas de tratamento - Foto: Marcelo Hirata/RRO

MARCELO HIRATA
Da Redação* 

Surto de conjuntivite chega em São Paulo e os casos explodiram no último mês de abril. Em nota, a Coordenadoria de Vigilância em Saúde (Covisa) informa que até o último dia 5 foram notificados 143 surtos de conjuntivite com 626 casos em todo o Estado. No mesmo período de 2017, foram 24 surtos com 97 casos. Durante o ano inteiro de 2017 foram 101 surtos e 366 casos, praticamente metade do que já temos hoje.

No Rudge Ramos o crescimento da doença acabou aumentando o movimento na farmácia da farmacêutica Elizabeth Zslebics. “Na última semana veio muita gente com receita de conjuntivite e somente ontem eu atendi três pessoas”.

A conjuntivite é uma inflamação que afeta a parte branca dos olhos e existem quatro tipos: viral, bacteriana, alérgica ou tóxica. Segundo o oftalmologista Bruno Greggio, a mais comum e normalmente responsável pelos surtos é a viral. “A conjuntivite viral é uma doença causada por um vírus; podemos até dizer que é semelhante ao vírus da gripe, ficando presente de dez a quinze dias e depois vai embora.”

Sensação de areia nos olhos, além do inchaço e vermelhidão. Foi assim que Claudinei Plaza, repórter fotográfico, descreveu a conjuntivite. “Sentia muita dor, não tinha vontade de abrir os olhos”. Plaza diz que pegou a doença de sua esposa e mais tarde transmitiu para sua mãe.

Devido ser uma doença altamente contagiosa, quem a contrai não deve ir a locais públicos, fechados e com muita gente. “Por isso que a pessoa não deve ir trabalhar ou usar transporte coletivo. O ideal é ficar em casa, de repouso”, aconselha o médico.  Claudinei diz que pegou a doença de sua esposa e mais tarde a transmitiu para sua mãe.

Quanto ao tratamento, o oftalmologista diz que é um vírus que não se elimina com medicamento, mas é possível aliviar os sintomas do paciente. “O tratamento é basicamente com colírios lubrificantes e antiiflamatórios, até que o ciclo do vírus se encerre”.

Épocas do ano com mudanças de clima, como outono e primavera, são as mais comuns para contrair a doença. Para se prevenir o ideal é lavar bem as mãos e não coçar os olhos.

*Esta reportagem foi produzida por estagiários da Redação Multimídia da Universidade Metodista de São Paulo

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