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Ginástica laboral auxilia na prevenção de problemas físicos e sociais

por Ricardo Fotios Hatzigeorgiou última modificação 28/03/2011 07:33
Exercícios durante o trabalho contribuem para o melhor desempenho de funcionários, dizem especialistas
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Publicado em 24/03/2011 16:23
Última atualização em 28/03/2011 07:33

Ginástica laboral auxilia na prevenção de problemas físicos e sociais

A instrutura Carolina Oliveira Isaac Resende (esq.) orienta profissionais na ginástica laboral - Foto: Arquivo pessoal

LIDIA WENHRYNIWSKYJ
Especial para o RROnline*


A ginástica laboral é uma prática de exercícios físicos feitos dentro do ambiente de trabalho e orientados por profissionais, que podem ser professores de educação física ou fisioterapeutas.  Segundo especialistas, os benefícios deste hábito vão da melhora de questões físicas, como reeducação postural, combate ao estresse, melhora da coordenação motora, diminuição da fadiga visual e prevenção de LER (Lesões por Esforços Repetitivos) e Dort (Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho), até a promoção de integração social dos funcionários.

Existem dois tipos deste tipo de atividade. A preparatória deve ser realizada antes do expediente de trabalho, com exercícios de aquecimento e alongamento, tendo o objetivo de aumentar a circulação sanguínea e também a viscosidade dos tendões e das articulações. A compensatória, por sua vez, é feita no meio do expediente, com o propósito de promover a descontração muscular e relaxamento, e visa diminuir a fadiga e prevenir possíveis enfermidades profissionais.

A instrutora de ginástica laboral Carolina Oliveira Isaac Resende, 28, trabalha em uma multinacional com 2.700 funcionários no eixo Rio-São Paulo. Na empresa, 85% dos funcionários participam ativamente do programa e 15% não aderiram à prática, pois ela não é obrigatória. “Comprovadamente, a melhoria dos níveis de qualidade de vida é um fator diferencial entre as empresas na competição por produtividade, qualidade e desempenho comercial”, afirmou.
Carolina explica que a prática da ginástica se dá de uma forma simples, com pausas que podem ser de 7 a 10 minutos e em sessões que podem ser realizadas todos os dias, duas ou até três vezes na semana. A atividade pode ser feita no próprio setor, em grupos ou por meio do deslocamento dos funcionários a um espaço adequado para a prática.

Para empresários implantarem um programa de ginástica laboral existem fatores que devem ser levados em consideração. “Deve ser feito um programa que atenda às necessidades da empresa e que inclua uma avaliação de cada funcionário em particular, assim como do seu posto de trabalho, mas sempre respeitando as condições disponíveis e a realidade da companhia”, disse a professora de educação física Celeste Pánik.

Morador de São Bernardo, Rubens Ferreira, 46, trabalha há 21 anos em uma multinacional que comercializa projetos de segurança. Localizada em Guarulhos (SP),  a companhia tem como um dos principais valores zelar pela segurança de cada colaborador e adotou a prática da ginástica laboral há 12 anos. “Todos, sem exceção, têm a responsabilidade de atuar como anjo da guarda um do outro e, portanto, eu procuro dar o meu melhor”.

“Na nossa empresa, a atividade é feita todos os dias no início da jornada do trabalho com o intuito de aquecer o colaborador, porque foi comprovado que houve uma redução de lesões e afastamentos”, afirmou Ferreira.

A bibliotecária Noeme Timbó, 47, fez a ginástica por quase três anos, mas a instituição na qual trabalha parou com a atividade, o que na opinião dela foi muito ruim. “O programa em si é ótimo, acontece que às vezes o instrutor da ginástica laboral não cativa o grupo e por isso muita gente deixa de participar”, contou. Noeme sente falta da atividade, porque a ginástica laboral auxiliava muito a amenizar as dores musculares e sua tendinite. Também a ajudou a descobrir que tinha labirintite, permitindo que a partir de um diagnóstico ela passasse a realizar um tratamento adequado.

Há cerca de um ano, o jornalista Rafael Benaque, 22, pratica ginástica laboral duas vezes por semana no meio do expediente, na empresa de comunicação em que trabalha. Ele faz basicamente alongamentos no próprio setor. “Na verdade, vale mais como uma forma de mostrar para os funcionários que é importante fazer atividade física para a sua própria qualidade de vida”, avalia. Ele diz, ainda, que é uma maneira dos funcionários desempenharem melhor suas atividades após um relaxamento. “Trabalhar com as pessoas mais descontraídas é mais fácil”, completou.

*Esta reportagem foi produzida por alunos do curso de Jornalismo da Universidade Metodista de São Paulo

 

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