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Colecionadores optam por objetos diferentes

por thalita.ribeiro última modificação 11/05/2017 11h40
Conchas, papéis, Pokemóns e jogos da Marvel são alguns dos itens reunidos

Publicado em 11/05/2017 09h53

Última atualização em 11/05/2017 11h40

Colecionadores optam por objetos diferentes
Marina Málacco coleciona papéis, pelúcia, latas de bebidas e miniaturas de Pókemom - Fotos: Bianca Barbosa/RRJ

BIANCA BARBOSA
Especial para o Rudge Ramos Jornal*

Coleções são reuniões ordenadas de objetos que podem ter valor afetivo, estético e até mesmo profissional para quem coleciona. Diferente da maioria das pessoas que normalmente optam por juntar figurinhas, moedas ou chaveiros, há aquelas que escolhem itens incomuns para colecionar. 

Apaixonado pelo mar, o estudante André Gonçalves, de São Caetano, coleciona conchas desde os 12 anos de idade. Hoje, com 21, ele reúne mais de 500 unidades. O estudante conta que o motivo da paixão por conchas se deve ao fato dele admirar a beleza dos elementos criados pela natureza.

“Esses itens têm um valor muito grande para mim. Sou muito ligado ao mar. A concha mais especial é uma com tons de marrom claro. Ela foi encontrada perto do farol na praia de Bertioga”, falou. Hoje ele guarda a coleção na casa de praia, e as separa por tamanho, cor e formatos diferentes.

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Já a revisora de textos Marina Málacco, 20, de Santo André, tem diversas coleções. Entre os objetos colecionados há papéis, pelúcias, latas de bebida (cerca de 80 unidades) e miniaturas de Pokemón, um desenho animado japonês, também com entorno de 80 objetos. 

A maior é a de papéis, que reúne bilhetes, provas antigas e até panfletos. Por causa da quantidade, Marina não sabe dizer o número exato de unidades da coleção. A segunda maior é a de pelúcias, que a jovem tem desde criança. “Eu os adorava quando era pequena, e fui juntando. Hoje, tenho comigo inclusive meu primeiro bichinho de pelúcia, que ganhei com menos de um ano de idade”, disse. 

Revisora de textos tem mais de 80 Pókemons, o mais especial é o oficial, ao lado da Pokebola
Marina fala que tinha mais de 500 ursinhos, depois de fazer uma “limpa” conseguiu reduzir para 150. “Eu gostava de ver o meu quarto abarrotado de coisas bonitinhas e macias”, contou.

A jovem falou que a coleção mais estranha é a de papéis e que tenta se policiar para não virar um “acúmulo de lixo”. “Sempre senti que os papéis poderiam ser úteis de alguma forma, que poderia usá-los ou que tinham lembranças. Eu os divido entre coisas escritas, aqueles que eu guardo por serem bonitos, ou papéis de embalagem”, disse.

Desenhos e filmes despertam paixão nos colecionadores. O ator Fernando Lima, de Diadema, coleciona um jogo de cartas chamado Battle Scenes. Esse jogo é baseado em personagens da editora de histórias em quadrinhos Marvel. O jogo foi criado no Brasil e é distribuído pela Copag, fabricante de jogos de carta. Battle Scenes é um jogo de estratégia em que os jogadores duelam comandando grupos de heróis e vilões da Marvel.

O ator tem um troféu que ganhou em um torneio do jogo. “Battle Scenes tem um valor sentimental muito grande, porque sempre fui muito cinéfilo e desde que a Marvel lançou seu universo no cinema, tenho me apegado aos quadrinhos e, nessa comunidade de heróis, acabei conhecendo o jogo.” O ator afirmou que vai a torneios quase todas as semanas, o jogo já faz parte da rotina social, tanto quanto a faculdade ou o trabalho. “Colecionar é manter minha criança interior sempre viva.”

*Esta reportagem foi produzia por alunos de Jornalismo da Universidade Metodista de São Paulo

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