Você está aqui: Página Inicial / Notícias / Comportamento / 2017 / Reforma pode facilitar contratos

Reforma pode facilitar contratos

por iago.carneiro última modificação 20/06/2017 15h44
Flexibilidade da jornada de trabalho decorrente da negociação entre patrão e empregado é um dos fatores para o crescimento de vaga, mas trabalhadores perdem direitos

Publicado em 14/06/2017 16h27

Última atualização em 20/06/2017 15h44

Reforma pode facilitar contratos
Com a proposta de Reforma Trabalhista, os empresários terão menos custos - Foto: Letícia Batista Pinto/ RRJ

LETÍCIA BATISTA PINTO
Especial para o Rudge Ramos Online*

As mudanças que a re­forma trabalhista traz para o home office podem aumen­tar a quantidade de vagas no mercado de trabalho por facilitar a contratação para as empresas. Por outro lado, o trabalhador home office deixa de ter os mesmos di­reitos dos que trabalham de modo convencional.

A flexibilização da jor­nada de trabalho decor­rente da negociação entre patrão e empregado é um dos principais motivos para o crescimento de vagas no mercado de trabalho para o home office. Segundo o economista Júlio Pires isso acontece porque será mais fácil adequar o contrato às necessidades da empresa.

“Um dos pontos funda­mentais da legislação, se ela for aprovada de fato, é que o que for negociado entre o patrão e empregado se sobreponha à legislação geral, então, nesse sentido, você vai ter mais opções, mais possibilidades de fir­mar contratos de trabalho”, explicou Pires.

O advogado trabalhista Samuel de Lima Jr também acredita que haverá aumento de postos de trabalho com a reforma, porém a remuneração será consideravelmente menor porque em muitas áreas ela está ligada à jornada.

“Isso vai impactar na redução do custo para o empresário. O trabalhador vai ter uma qualidade de vida, acredito que sim, mas a perda financeira, acho que é muito maior”, disse Lima Jr.

Para o advogado cível Douglas Veríssimo ainda é cedo para dizer se a reforma trabalhista para o Home Office proporcionará me­lhorias para a modalidade de trabalho, porque haverá uma nova situação nas rela­ções de trabalho.

Lima Jr destaca o pa­gamento de horas extras como um dos direitos que o trabalhador home office per­derá com a reforma. Porque, segundo ele, a partir do mo­mento em que o empregador não é obrigado a pagar horas extras, pode impor a meta que quiser e seu empregado terá que trabalhar o tempo que for preciso para cumpri­-la, muitas vezes ultrapas­sando a jornada.

Tanto Veríssimo quanto Lima Jr acreditam que não deve haver diferença na le­gislação para o trabalhador Home Office e convencional.

“Trabalho haverá com ou sem Home Office e por isso não acho conveniente tirar direitos de quem exerce a função em sua casa”, falou Veríssimo.

Lima Jr acredita que a reforma trabalhista é ne­cessária, mas não da forma como esse projeto vem sendo colocado, para ele é preciso que haja mais debate sobre as medidas e constata que “socialmente o Brasil está mais perdendo do que ganhando com a reforma”.

LEIA MAIS:

Cresce a geração ‘nem-nem’
Mesmo com bagagem, mercado de trabalho é restrito
Jovens mães se mantêm com bicos
Trabalhador passa de 'patrão' a empregado
Profissões tradicionais correm risco de extinção
Brasileiro volta a ser diarista para enfrentar a crise
Carteira de trabalho faz 85 anos
Poupatempo emite mais 40 mil carteiras de trabalho em um ano
Trabalho informal é solução para desempregados
Desemprego atinge jovens
Bicos podem ser alternativa para incluir renda
Trabalhadores não se sentem representados pelos sindicatos
Jovem deixa o trabalho para depois
Nova proposta para o trabalho Home Office divide opiniões
Jovens aprendem trabalhando
Terceirização enfraquece sindicatos
Novas leis trabalhistas dividem opiniões até entre empresários
Cresce o número de desempregados com mais de 50 anos
Jornada dupla pode começar na juventude
Saiba o que muda com a nova proposta da CLT
Inexperiência dificulta entrada de jovens no mercado de trabalho
Lei pode acabar com imposto sindical anual

*Esta reportagem foi produzida por alunos do curso de Jornalismo da Universidade Metodista de São Paulo

 

 

Ações do documento