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Relacionamento abusivo pode ser caracterizado como violência psicológica

por rodrigo.martani última modificação 23/08/2017 11h48
Mulheres relatam fatos dentro de envolvimentos amorosos em que sofreram diversas repressões

Publicado em 23/08/2017 11h48

Última atualização em 23/08/2017 11h48

Da Redação*

Em 2016, mais de 21 mil denúncias de violência psicológica foram registradas pelo telefone 180. Esse número representou 32% do total de ligações recebidas pela linha. Em geral, as vítimas desse tipo de violência sequer se identificam como uma delas.

Mesmo que não haja violência física, um relacionamento abusivo pode ser caracterizado caso exista ofensas e impedimentos de ações até então comum. Esse tipo de comportamento é classificado como violência psicológica pela Lei Maria da Penha. 

A produtora musical Karine Carvalho, 29, contou que o ex-namorado tinha a necessidade de monitorar tudo o que ela fazia. "Era muito bizarro nosso relacionamento. Eu tinha que ligar todo dia para ele, para ele saber que eu não estava conversando com ninguém nesse momento."

Maria Augusta, 19, tatuadora afirmou que manteve um relacionamento abusivo por aproximadamente três anos. "Ele tinha ciúmes possessivo. Me impedia de usar roupas e de sair com meus amigos."

Segundo a psicóloga Simara Schneider, a convivência com o parceiro durante um relacionamento abusivo pode abalar a auto-confiança da vítima. "Ela considera que aquele relacionamento se tornou assim talvez por culpa dela."

De acordo com a advogada Ana Carolina Silveira, a vítima deve denunciar o agressor na delegacia de atendimento à mulher, buscar um advogado ou uma defensoria pública. Ela também esclarece o que a justiça pode fazer nesses casos. "Afastamento do lar, proibição de condutas como se aproximar da mulher, seja por qualquer meio (telefone, e-mail e entre outras formas de comunicação)."

Todas as mulheres ouvidas na reportagem saíram dos relacionamentos abusivos por meio de grupos de apoio ou pelas redes sociais.

Confira:

Locução: Thalita Ribeiro
Reportagem: Fernanda Ribeiro e Jennifer Andrade  
Edição: Léo Engelmann e Eloiza de Oliveira Frederico
Orientação: Flávio Falciano

*Esta reportagem foi produzida por estagiários da Redação Multimídia da Universidade Metodista de São Paulo

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