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Maio Laranja conscientiza as pessoas contra o abuso sexual infantil

por camila.falcao última modificação 22/05/2018 09h04
Psiquiatra recomenda formas de como os pais devem lidar com essa situação delicada

Publicado em 18/05/2018 16h49

Última atualização em 22/05/2018 09h04

Maio Laranja conscientiza as pessoas contra o abuso sexual infantil
O Dia Nacional de Combate ao Abuso e a Exploração Sexual Infantil acontece também no dia 18 de maio - Foto: Arquivo Pessoal/RRO

CAMILA FALCÃO
Da Redação*

O título de Maio Laranja foi criado pelo Governo do Pará, em razão da conscientização do abuso sexual infantil, devido a diversos casos que ocorrem naquele estado. O dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual Infantil também acontece no dia 18 desse mês. Essa data foi escolhida devido um crime, ocorrido há 45 anos, no Espírito Santo. Araceli Crespo, uma menina de 8 anos, foi violada e assassinada, e até hoje o crime segue impune.

Esse movimento acontece por todo o país. Em 2017, foram registradas 22.324 queixas de violações sexuais contra crianças em todo o Brasil. Houve um aumento de 27,4% em relação a 2016, que registrou 17.523 acusações.

O psiquiatra Talles Amorim, da rede Santa Amália e da Clínica Tanaka, de São Bernardo, aconselha os pais a ficarem atentos com alguns indícios que podem aparecer em caso de abuso sexual. “É preciso perceber se a criança apresenta uma rejeição especifica a determinada pessoa, se ocorre alguma mudança de comportamento com a presença de alguém, ou até um certo distanciamento".

Segundo a médica, o comportamento oposto também é preocupante. "Observe se há uma aproximação excessiva de uma determinada pessoa, alguém que fique sempre com a criança sem a supervisão dos pais.” A mudança de comportamento geralmente acontece de forma brusca, com o surgimento de medos que antes não existiam e a alteração de humor.

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O psiquiatra ainda destaca o perfil dos abusadores e o jogo psicológico que é feito. “As pessoas tendem a achar que o abusador é desconhecido, mas é justamente o contrário. No Brasil, 95% dos casos de abuso são praticados por gente próxima da criança e desses, 65% são do grupo familiar. O abusador vai envolvendo a criança, ganhando a confiança, fazendo chantagem emocional e a manipulando, para que ela não conte essa situação para ninguém.”

Caso os pais percebam alguma dessas alterações, o especialista indica, antes mesmo de falar com a criança, procurar um profissional para que a desconfiança seja investigada juntamente com a escola e tentar minimizar os danos que foram causados. A prefeitura de São Bernardo oferece a gratuitamente o PAVAS, Programa de Atenção as Vítimas de Abuso Sexual. Um serviço que recebe vítimas de abuso sexual para serem acompanhadas e atendidas por uma equipe multiprofissional, que oferece suporte clínico e psicológico.

Para participar do programa, basta ir até uma unidade do HMU da cidade e informar que foi vítima de abuso. Os pacientes serão acolhidos pela equipe e avaliados.  

*Esta reportagem foi produzida por alunos do terceiro semestre do curso de jornalismo da Universidade Metodista de São Paulo

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