Protesto dos metalúrgicos do ABC acaba e interdita Anchieta por cerca de 1h30

Via apresenta lendião na alça de acesso do km 23, em São Bernardo
Protesto dos metalúrgicos do ABC acaba e interdita Anchieta por cerca de 1h30

Metalúrgicos caminhando na via Anchieta - Foto: Divulgação/Rossana Lana - SMABC

Da Redação*
Atualizada às 10h53

Cerca de 10 mil trabalhadores protestaram na via Anchieta, em São Bernardo, pedindo o fim da cobrança do Imposto de Renda na PLR (Participação nos Lucros e Resultados) e a diminuição da taxa de juros, na manhã desta quarta-feira (30). A caminhada começou às 7h40, na altura do quilômetro 19, e terminou por volta das 10h, no quilômetro 21, onde foi realizado um ato do protesto.

De acordo com a Ecovias, concessionária que administra a via, a Anchieta já foi liberada, e o fluxo flui normalmente. A lentidão é somente na alça de acesso do quilômetro 23, em São Bernardo. A rodovia chegou a ter a marginal interditada entre os quilômetros 23 e 20, sentido São Paulo, por cerca de uma hora e meia. Viaturas da Ecovias e da Polícia Militar acompanharam os manifestantes e organizam o tráfego.

"Não criticamos o pagamento do Imposto de Renda. Queremos que a tabela do imposto seja progressiva, cobrando mais de quem ganha mais e menos de quem ganha menos. E que a Participação de Lucros e Resultados que os trabalhadores recebem não tenha imposto, assim como os patrões não têm imposto nos lucros que recebem das empresas", afirmou Paulo Cayres, presidente da CNM/CUT ao site do Sindicato dos Metalúrgicos, que faz a cobertura da manifestação em tempo real.

Hoje, quem ganha PLR de 4 mil, paga R$ 376 de Imposto de Renda. Com a PLR de 8 mil, o valor pago ao IR sobe para R$ 1.476,05. A proposta do sindicato é que essas  cobranças sejam isentas. Já para a PRL de R$ 12 mil, o Imposto de Renda pago sobre o valor sairia de R$ 2.576,05 para R$ 300. 

A passeata reuniu trabalhadores da Volkswagen, Scania, Karmann-Ghia. Além do presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Sérgio Nobre, o presidente da FEM/CUT, o Biro-Biro, o presidente do Sindicato dos Químicos do ABC, Paulo Lage, e a presidente dos Sindicato dos Bancários de São Paulo, Juvândia Moreira.

Na quinta-feira (1), Sérgio Nobre e os representantes dos sindicatos dos químicos, bancários e petroleiros terão uma reunião em Brasília com o presidente da Câmara dos Deputados,  Marco Maia (PT), e com os ministros Guido Mantega (Fazenda) e Gilberto Carvalho (Secretário Geral da Presidência) para entregar um abaixo-assinado apoiando o fim do IR na PRL. (CAROLINE GARCIA)

*Esta reportagem foi produzida por alunos do curso de Jornalismo da Universidade Metodista de São Paulo

Ações do documento
registrado em: ,