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Professor de química desenvolve jogo de tabuleiro sobre educação financeira

por aluno última modificação 11/04/2013 08h41
Em aula, adolescentes de São Caetano aprendem sobre empreededorismo e finanças pessoais

Publicado em 11/04/2013 00h35

Última atualização em 11/04/2013 08h41

Professor de química desenvolve jogo de tabuleiro sobre educação financeira
Jogo criado por professor do Ensino Médio ajuda a entender questões de finanças pessoais - Foto: Kátia Veloso

 

MELISSA LIMA
Especial para o RROnline*

O professor de química Wagner Moreira, de São Caetano, criou um jogo de tabuleiro chamado Matrix Financeira, cujo o objetivo é ajudar os alunos do Ensino Médio a praticar os conceitos aprendidos sobre empreendedorismo e finanças pessoais.

O jogo lembra o famoso Banco Imobiliário, mas a diferença, como afirma o professor, é que no Matrix Financeira não há perdedor. "Vence o primeiro que conseguir a renda passiva maior que a despesa, mas ninguém perde", diz Wagner. Renda passiva é o dinheiro proveniente de investimentos financeiros.

As regras do tabuleiros são simples e imitam situações da vida real. "Cada jogador é sorteado com uma profissão, desde garçom a médico", diz Wagner. Depois, explica, conforme recebe o salário de acordo com sua função, cada profissional investe em imóveis, compra bens materiais, ganha um filho, pode ficar desempregado, precisa sustentar um parente enfermo, tem férias, recebe 13º salário, pode fazer caridade e, principalmente, negocia em todo o momento com os outros jogadores pelos melhores investimentos.

A estudante Isis Melo diz que o curso a ajudou a ficar atenta a ideias que possam gerar renda e sucesso financeiro. "Hoje consigo ver oportunidades de ganhar dinheiro em coisas que não enxergava antes", afirma.

O papel dos pais

O especialista em educação financeira e escritor de livros infantis sobre o assunto, Álvaro Modernell, afirma que é crescente o número de escolas no Brasil que estão investindo em educação financeira. Modernell acredita que este é um modelo de sucesso a ser copiado.

Contudo, ele alerta que os pais erram ao evitar o assunto em casa. "É preciso se conscientizar da importância da educação financeira, falar mais abertamente sobre dinheiro e fazer o adolescente participar das decisões da família que envolvam finanças", diz.

Álvaro também diz que os pais devem começar a educar financeiramente seus filhos a partir dos seis anos, usando assuntos pelos quais a criança tem interesse. "Educação financeira se dá por exemplos", completa.

*Esta reportagem foi produzida por alunos do curso de Jornalismo da Universidade Metodista de São Paulo

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