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Balança comercial do ABC tem superávit de US$ 457 milhões

por guilherme.guilherme última modificação 18/05/2017 10h21
Exportações crescem mais de 9% na região

Publicado em 18/05/2017 10h21

Última atualização em 18/05/2017 10h21

Balança comercial do ABC tem superávit de US$ 457 milhões
Entre 2011 e 2016 ABC registrou queda de 40% em exportações

GUILHERME GUILHERME
Da Redação*

 

O ABC faturou mais de US$ 1,5 bilhão de dólares (cerca de R$ 4,7 bilhões) com exportação nos primeiros quatro meses de 2017. Já em importação, foi gasto US$ 1,1 bilhão (cerca de R$ 3,4 bilhões). No geral, a região registrou um superávit de mais de US$ 450 milhões (R$ 1,33 bilhão) na balança comercial. No primeiro quadrimestre do ano passado esse valor foi de US$ 389 milhões.

O volume de exportações foi 9,54% maior que o mesmo período de 2016, quando a região exportou US$ 1,42 bilhões. Houve crescimento em importação também, de 6,56% em relação ao período passado, quando registrou US$ 1,03 bilhão.

Desde 2011, a região vinha sofrendo sucessivas quedas no volume de exportações. Nos últimos seis anos, por exemplo, houve redução de 40,06%. O que mais contribuiu para o crescimento foi a exportação de caminhões, saltando de US$ 170 milhões para US$ 268 milhões no quadrimestre.

Nesse mesmo período, a exportação de vans e ônibus cresceu 429,78% (US$ 24 milhões). No entanto, a venda de carros e motos para o exterior diminuiu de US$ 205 milhões para US$ 169 milhões.

A relação comercial de São Bernardo com a Argentina, principal parceira da região, teve aumento de 18,66% (US$ 12 milhões) nas importações e 7,23% (US$ 36 milhões) em produtos exportados. Houve também um significativo aumento nas exportações para Chile, Irã e Rússia. De janeiro a abril deste ano, São Bernardo exportou para os três países, juntos, US$ 146 milhões, totalizando US$ 69 milhões a mais que nos quatro primeiros meses de 2016.

Segundo o economista Sandro Maskio, a procura por novos mercados é um processo natural quando os principais parceiros comerciais não conseguem manter o volume de importação. "O Mercosul, os Estados Unidos e a Europa são os grandes mercados do ABC. Com o menor ritmo de crescimento desses blocos, é importante que as indústrias busquem alternativas. E esse dado já demonstra o esforço do setor produtivo em ampliar o mercado", afirmou.

 

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A cidade do ABC que teve o maior aumento percentual nas exportações foi Diadema, que passou a ser a quarta cidade que mais exporta na região, posição anteriormente ocupada por Mauá. Diadema cresceu 50,39% nos primeiros quatro meses do ano, passando de US$ 54 milhões em 2016 para US$ 82 milhões.

Os municípios de Mauá, Ribeirão Pires, Santo André, São Caetano tiveram queda nesse indicador de, respectivamente, 36,14%, 4,70%, 2,19%, 4,47%. Até o fim de abril, Santo André exportou US$140 milhões; São Caetano, US$ 100 milhões; Mauá, US$ 55 milhões; Ribeirão Pires, US$ 37 milhões.

Maskio explica que a desvalorização do real colaborou para as exportações voltarem a aumentar no ABC. "Quando o real está muito caro, o preço do produto brasileiro no mercado internacional se torna pouco competitivo", afirmou.

O economista também lembrou que entre 2013 e 2014 o dólar permaneceu valendo majoritariamente menos que R$ 2,50. Segundo ele, a desvalorização do real nessa época seria muito melhor para a exportação.

As importações cresceram 6,56% no ABC. Santo André foi a principal responsável por esse aumento. O município passou a importar US$ 28 milhões a mais que no primeiro quadrimestre de 2016, passando de  US$ 106 6, milhões para US$ 134,6 milhões. O setor de borracha foi o principal responsável.

Para o economista Sandro Maskio, esses valores mostram um sinal de recuperação da economia da região. No entanto, ele não acredita que o mercado externo seja a principal saída para a crise que o ABC enfrenta há anos. "Não podemos pensar que apenas em razão do mercado externo haverá grande aceleração da atividade econômica local. A região depende muito do mercado interno.", disse Sandro Maskio.

*Esta reportagem foi produzida por estagiários da Redação Multimídia da Universidade Metodista de São Paulo

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