Dia do Coração ensina alunos de São Caetano a prevenir doenças cardiovasculares
PATRICIA FAERMANN
da Redação
Os estudantes da EMEF Dom Benedito Paulo Alves de Souza, bairro Santa Paula, em São Caetano, participarão nesta terça-feira (14) do Dia do Coração. A iniciativa faz parte do Projeto Coração de Estudante, que realiza desde 2007 orientações sobre saúde cardiovasculares a alunos de escolas públicas do município.
Professores e coordenadores, treinados para serem monitores do projeto e acompanhados por médicos especialistas, guiam os alunos em salas temáticas, ensinando de forma interativa hábitos para manter a boa saúde do coração e abordando fatores de risco, como sedentarismo, obesidade, estresse, tabagismo, diabete, hipertensão arterial e alto nível de colesterol ou triglicérides.
A capacitação dos monitores foi realizada no dia 28 de agosto na Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), com médicos da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo – Regional ABCDM (Socesp-ABCDM) e profissionais da Universidade.
De acordo com o secretário da Regional ABCDM, Dr. Rogério Krakauer, a iniciativa é o primeiro passo para uma pesquisa de acompanhamento das doenças cardiovasculares. “O Projeto Coração de Estudante busca a identificação dos fatores de risco cardiovasculares em crianças e adolescentes e a ação desses fatores em termos de educação nas escolas", disse Krakauer.
Além disso, o projeto também envolve pesquisa cientifica em dez anos com essas crianças. "Esse estudo ainda está em fase de implantação e visa a coleta de dados com essas crianças (colesterol, triglicérides, diabetes, pressão), em uma fração da população infantil e adolescente da cidade de São Caetano, e esses dados serão acompanhados por 10 anos durante o crescimento, e analisados continuamente”, afirmou o cardiologista.
O projeto é uma parceria da Regional ABCDM com a USCS e a Prefeitura do município. A proposta busca diminuir a estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS), que prevê um aumento de 250% dos casos de doenças cardiovasculares no Brasil em 30 anos.

