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Especialistas são contra a criminalização do bullying

por Ligia Valezi da Silva última modificação 31/05/2011 11:10
Em Simpósio realizado em São Bernardo, palestrantes são unânimes ao dizer que prevenção é melhor solução para o problema
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Publicado em 30/05/2011 15:55
Última atualização em 31/05/2011 11:10

Especialistas são contra a criminalização do bullying

Especialista defendem que prevenção é alternativa para combater o bullyng. Foto: Caroline Garcia

LÍGIA VALEZI
Da Redação*

Especialistas se reuniram na manhã desta segunda-feira (30) para debater sobre o bullying. O “I Simpósio sobre Bullying no Grande ABC”, realizado no Teatro Senai, em São Bernardo, foi promovido pelo relator do Projeto de Lei anti-bullying, o deputado federal William Dib. O objetivo do evento era reunir informações sobre o assunto para o relatório do projeto.

“Não creio na criminalização do bullying” declarou o Juiz da Vara da Infância e Juventude de São Bernardo, Luiz Carlos Ditommaso. O juiz citou como exemplo a Lei Maria da Penha, que apesar de garantir punições aos criminosos que agridam mulheres, não impede a existência de vítimas de violência doméstica. “A lei penal não possui efeitos preventivos”, disse.

A pedagoga e especialista da área, Cleo Fonte também declarou que “criminalizar não resolve”. Além disso, Fonte afirmou que o bullying tem se tornado justificativa para tudo atualmente. A especialista esclareceu que a violência gratuita e cruel com a intenção de magoar outra pessoa caracteriza um caso de bullying. “A gente deve perceber quando é uma brincadeira e quando não é”, disse a pedagoga.

“Se não for um evento repetitivo, nunca é bullying, mas um problema local”, declarou o relator do Projeto de Lei, William Dib. O deputado afirmou que vem estudando sobre o tema há algum tempo e que irá ouvir mais especialistas em Brasília antes de redigir o relatóiro.

Prevenção - Os especialistas defenderam que a prevenção é a forma mais efetiva para combater o bullying, seja por meio de ações em escolas ou programas específicos em unidades de saúde. Além disso, o juiz Ditommaso defendeu punições de caráter pedagógico e disciplinar para os agressores. Já para a pedagoga, o bullying faz parte de uma cultura aprendida pela criança ou adolescente, que deve ser desconstruída com acompanhamento psicológico.

*Esta reportagem foi produzida por alunos do curso de Jornalismo da Universidade Metodista de São Paulo.

 

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