Metodista exibe filme baseado em clássico da literatura para alunos da E.E. Cynira Pires dos Santos



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Da Redação*

Cerca de 210 alunos da Escola Estadual Cynira Pires dos Santos foram, na manhã desta sexta-feira (06), ao Auditório Sigma, no campus Rudge Ramos da Universidade Metodista de São Paulo, assistir ao filme Capitães da Areia. O longa baseado na obra de Jorge Amado, que começou a ser exibido na quinta-feira (05) deve atingir 1,1 mil alunos da escola até o fim da semana. A ação faz parte do projeto Cinema, Educação e Literatura Brasileira do Núcleo de Formação Cidadão da universidade.

O programa pretende atuar em parceria com as escolas da rede pública do ABC para oferecer aos estudantes do ensino médio filmes baseados em clássicos da literatura brasileira. Como ainda está em fase piloto, por enquanto apenas alunos da Cyrina foram contemplados. Segundo o coordenador do projeto, Francisco Henrique da Costa, a intenção é estender para outras escolas a partir de 2018. “Assim poderemos trabalhar com eles o ano todo.”

Professora de português, Cristiane Fagundes, contou que antes da exibição do longa, o livro Capitães da Areia já tinha sido trabalhado nas aulas. Para ela, o filme estimula os estudantes a terem mais interesse pela obra. “Eles querem ver para comparar com o livro”.

Lívia Almeida, 15, estudante da Cynira, contou que até então não tinha assistido ao filme e estava ansiosa para saber como as cenas do livro foram interpretadas. “Além de imaginar a gente pode ver a história”.

Outro ponto que caiu no gosto dos alunos foi o fato de a atividade ser desenvolvida fora da sala de aula. “Sai daquele negócio de só ler o livro e fazer a prova”, afirmou Flávia Ferreira, 15.  Já para outra estudante do Cynira, Giulia Ferreira, 15, o contato com a universidade também foi uma das experiências positivas. “É legal ver como é o ambiente, ainda mais para a gente que não sabe o quer fazer ainda.”

De acordo com o coordenador do projeto, Francisco Henrique da Costa, a escolha do filme é feita em conjunto com a direção e coordenação pedagógica das escolas, mas que a preferência é abordar histórias de livros cobrados nos vestibulares.

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*Esta reportagem foi produzida por estagiários da Universidade Metodista de São Paulo

Publicado em 06/10/2017 12h04