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Meninas do ABC criam o grupo musical Royal

por erika.motoda última modificação 31/08/2017 11h09
Jovens fazem cover de k-pop

Publicado em 31/08/2017 10h28

Última atualização em 31/08/2017 11h09

Meninas do ABC criam o grupo musical Royal
Grupo Royal foi formado há cerca de um ano - Foto: Arquivo Pessoal

RENATO SEHN
Especial para o Rudge Ramos Jornal*

O K-POP é um gênero musical famoso no continente asiático, principalmente na Coreia do Sul. A música que mistura canto e dança e já tem adaptação brasileira, que ficou conhecida como b-pop, o pop brasileiro.

No ABC, oito meninas entre 15 e 18 anos formaram, no ano passado, um grupo de cover de k-pop: o Royal. A trupe faz apresentações em festivais de animes, que são eventos de desenhos japoneses direcionado principalmente para o público jovem, e em eventos de k-pop que, inclusive, funciona um em Santo André a cada seis meses conhecido como Up!ABC.

Julia Rocha é uma das líderes do Royal. “Tudo começou por conta do grupo de k-pop sul-coreano BTS, que canta em inglês e em coreano. Nós apenas íamos fazer cover, mas vimos que todas as integrantes gostavam de dançar e cantar e então decidimos seguir carreira”, disse.

Hoje, as meninas estão indo além do k-pop e já estão se mudando para o b-pop. Para entendermos melhor esse b-pop, um exemplo bem famoso é o da cantora Anitta. Sua música tem a dança e o canto em conjunto, mas mesmo assim o seu estilo ainda é mais influenciado pelo funk.

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Julia conta que o grupo tem uma agenda rigorosa para manter a forma nas apresentações. “Toda segunda-feira nós treinamos a parte física, as quartas-feiras, temos o ensaio de canto com as vocalistas e, aos domingos, o ensaio geral com todas as meninas”, afirmou a integrante.

Com tanto convívio, o grupo fortaleceu uma amizade maior e uma mudança na vida social. Ana Leonardi é uma das cantoras e afirma que, se não fosse o k-pop, sua vida seria diferente. “Se eu não tivesse conhecido o k-pop, eu não teria entrado no Royal. A minha entrada fez eu me tornar uma pessoa mais responsável com tudo.”

Já a rapper Gabriella Nunes conheceu uma cultura diferente. “O k-pop passa uma alegria, uma nova cultura e aos poucos eu a aderi, usando alguns gestos e algumas falas. Me sinto uma nova pessoa.”

As meninas do Royal possuem um sonho e até o final do ano pretendem realizá-lo. “Nós iremos lançar uma música com clipe. Nós pretendemos por meio de nossas futuras músicas transmitir amor e alegria”, concluiu Julia. 

*Esta reportagem foi produzida por alunos do curso de Jornalismo da Universidade Metodista de São Paulo

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