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Empreender é opção para o jovem entrar no mercado de trabalho

por thamiris.galhardo última modificação 09/05/2016 10h02
Pesquisa da Conaje mostra que brasileiros entre 26 e 30 anos são os que mais empreendem

Publicado em 26/04/2016 11h55

Última atualização em 09/05/2016 10h02

Empreender é opção para o jovem entrar no mercado de trabalho
Encontrar o segmento que mais se adapte ao perfil do jovem é fundamental para o sucesso do negócio - Foto: Daiane Silva/RRO

DAIANE SILVA
Especial para o RROnline*

A pesquisa Perfil do Jovem Empreendedor Brasileiro, feita em 2014 pela Conaje (Confederação Nacional dos Jovens Empresários), traça o perfil de empreendedores na faixa etária de 18 a 39 anos. Segundo o estudo, 72% são homens, entre 26 e 30 anos, com ensino superior completo. A maioria empreende por desejar independência em relação a um emprego convencional, ou como forma de inserção no mercado de trabalho, mas nem todos apresentam vocação para ser empresário.

Um traço comum nestes jovens é a insegurança e a falta de experiência, que podem ser amenizadas através de cursos e em contato com empreendedores experientes. É o que diz a diretora de projetos da Conaje, Ananda Carvalho. “Se quer empreender, converse com alguém que já o faz.”

Dados da pesquisa revelam ainda um número menor de jovens empreendedoras mulheres, elas representam 28% do total dos entrevistados.  No entanto, Ananda Carvalho assegurou que quando elas resolvem empreender, se preparam muito mais do que os homens.

Mariana Mascarenhas, de 27 anos, é dona de uma franquia de lingerie em São Bernardo. Antes de abrir a loja formou-se em administração de empresas e fez diversos cursos na área do empreendedorismo. Iniciou sua carreira trabalhando em multinacionais e percebeu que não era isso o que realmente gostaria de fazer. “Durante muito tempo eu fiquei juntando dinheiro e batalhando na ideia do que eu iria abrir, foram mais de dois anos pesquisando sobre franquias. ”

Por sua vez, Diego Oliveira, de 23 anos, é dono de uma empresa de estamparia em São Bernardo. Começou o negócio de maneira informal aos 17 anos produzindo camisetas para os colegas de escola e após dois anos no mercado formal teve certeza que queria trabalhar em algo próprio. Para lidar com a concorrência Diego aposta no marketing digital, além de produzir camisetas a partir de qualquer demanda.

O economista e professor da Universidade Metodista de São Paulo, Sandro Maskio, afirma que gerenciar o próprio negócio não é tarefa simples. “É necessário colocar a mão na massa e participar ativamente de todas as ações da empresa, principalmente no início”. Ele afirma que a imagem criada pelo senso comum de que o chefe fica sentando em sua sala dando ordens e assinando papéis não se aplica à realidade.

Cadu Capella Reis tem 25 anos é sócio-diretor de planejamento em uma agência de comunicação em São Caetano. Iniciou sua carreira aos 18 anos e, apesar de ser formado em publicidade e propaganda, não fez nenhum curso voltado ao empreendedorismo. “Foi na raça mesmo, os primeiros projetos foram acontecendo e eu tinha que me virar. É necessário trabalhar o triplo do que você trabalharia como funcionário. ”

Mariana conta que ao pensar em abrir uma empresa, além da questão financeira é complicado achar o ponto comercial perfeito. “O investimento inicial no varejo é muito maior, se fosse uma empresa de serviços seria diferente porque quase há custo inicial. ”

Serviços e comércio são os segmentos que mais atraem os jovens. No setor de serviços, a maior parte do investimento é intelectual, sendo necessária uma infraestrutura básica. O publicitário Cadu Capella conta que antes mesmo da sua empresa estar formalizada ele e o sócio conseguiram arrecadar dinheiro para consolidar o negócio “Em dois meses atuando informalmente fizemos três projetos que renderam aproximadamente R$ 20 mil. Ou a gente dividia o lucro, ou acreditava no projeto e formalizava a agência, e foi o que fizemos. ”

De acordo com Maskio, o cenário de crise econômica não deve desestimular o crescimento no número de empreendedores. “Nesse período de desemprego existe a tendência de ampliação no comportamento empreendedor.” Em contrapartida, o mercado torna-se mais competitivo num momento de retração do consumo. “Embora exista o espaço, ele não é simples de ser conquistado e principalmente não é fácil permanecer atuante e lucrando.”

*Esta reportagem foi produzida por alunos do curso de Jornalismo da Universidade Metodista de São Paulo

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