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João Sayad, “A virada Paulista não nasceu para competir com a da Capital”

por cultura — última modificação 27/07/2010 22h46
Secretário de Cultura do Estado afirmou que a virada paulista nasceu para enraizar a cultura local

Publicado em 27/07/2010 22h46

Última atualização em 27/07/2010 22h46

João Sayad, “A virada Paulista não nasceu para competir com a da Capital”
Entre as atrações deste ano, Lenine. Foto: Divulgação

PAULA CRISTINA

São Bernardo recebe, neste final de semana, a terceira edição da Virada Cultural Paulista. O evento, que terá 24 horas de atrações culturais, espalhadas por sete locais da cidade, segue os moldes da Virada Cultural da Capital. Mas, de acordo com o secretário de cultura do estado, João Sayad, não nasceu para competir com a de São Paulo. “Não queremos competir com ninguém, queremos fazer viradas cada vez melhores e não competir com investimentos e público presente”, disse.

São Bernardo, que ofereceu à virada a quantia de R$ 150 mil reais em contra partida ao investimento estadual, receberá 35 atrações entre música, dança, teatro e apresentações ao ar livre, de acordo com o secretário, a quantia investida pelo governo estadual, para cada cidade não poderia ser divulgado, por uma questão política. “Seria antiético divulgar quanto cada cidade recebeu para realização, poderíamos criar algumas rivalidades”.

Para as escolhas das atrações em São Bernardo, o secretário esclareceu que há uma parceria entre estado e município, mas a cidade tem prioridade na escolha, “Cada cidade indica as atrações, o Estado custeia e a parceria é realizada assim”.

Sayad ressalta ainda que a importância da virada cultural paulista consiste na exaltação da cultura de cada cidade. “Todas as cidades incentivam muito os artistas locais, isso é engrandece a cultura regional”, e acrescenta, “a virada é um programa agradável, mais ainda quando é realizado em nossas casas”.

Mas nem todos estão de acordo com os barulhos durante toda a madrugada, durante a virada deste ano, muitas cidades, inclusive São Bernardo, pararão a programação às 2h da manhã e voltarão as 10h do dia 17. O motivo, segundo o secretário, é o excesso de barulho que a virada pode causar. “Cada cidade escolhe quais horários são melhores para os eventos, há locais que é inviável ficar a madrugada inteira com shows”.

Questionado sobre os motivos para não realizar a virada cultural paulista no mesmo dia da virada cultural de São Paulo, que aconteceu nos últimos dias 2 e 3 de maio, o secretário esclareceu, “pensamos nesta possibilidade, mas seria uma concorrência de atrações, haveria competição e isso não seria saudável”.

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