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"Jogando no quintal" une arte da improvisação e do palhaço

por rroeditor — última modificação 02/10/2009 09h16
Os atores criam a atmosfera de uma verdadeira partida de futebol, com direto a ola antes da apresentação e distribuição de caipirinha para a plateia.

Publicado em 02/10/2009 09h16

Última atualização em 02/10/2009 09h16

"Jogando no quintal" une arte da improvisação e do palhaço
O projeto foi criado em 2001, pelos palhaços César Gouvêa e Márcio Ballas. Foto: Divulgação

ELSON NATÁRIO
do Rudge Ramos Jornal

O ambiente é parecido com o de uma partida de futebol. Tem jogadores, juiz, bandeirinha e até grama sintética. Só que, em vez de atletas, são palhaços. E quem define as regras do jogo é o público. O formato deu certo. Agora, depois de sete anos em cartaz em São Paulo, “Jogando no Quintal” faz uma turnê nacional e chega ao Teatro Lauro Gomes, em São Bernardo, para apresentações nesta sexta (2), sábado (3) e domingo (4). Em palco, 12 palhaços, divididos em dois times, criam cenas a partir de temas escolhidos pelo público, que dá o apito final e decide qual foi a melhor improvisação.

Os atores criam a atmosfera de uma verdadeira partida de futebol, com direto a ola antes da apresentação e distribuição de caipirinha para a plateia. O público tem papel fundamental no espetáculo, não ficando apenas como um telespectador passivo. Além de escolher os temas e eleger as melhores performances, uma pessoa da plateia é escolhida para marcar a pontuação do jogo, e outras duas para serem os capitães dos times.

O jogo é dividido em dois tempos. No primeiro, por exemplo, o juiz tem um leque de várias provas que ele seleciona conforme o dia. Uma dela é a dos “10 segundos”, também chamada como a “prova mais rápida do mundo”, quando cada time tem exatamente 10 segundos para improvisar um determinado tema sugerido pela plateia.

Em outra, eles tem que criar uma propaganda a partir de um objeto pessoal de alguém da plateia. Ao final de cada rodada, o público levanta cartões com cores de cada time e elege a melhor improvisação. Cada vitória vale um gol e, assim, o placar vai sendo construído.

O projeto foi criado em 2001, pelos palhaços César Gouvêa e Márcio Ballas. Foram oito meses de trabalho até eles começarem a chamar outros palhaços para integrar a equipe. O grupo ficou em torno de um ano meio em treinamento até a primeira apresentação. 

“Conheci o Márcio Ballas no projeto Doutores da Alegria e contei para ele a minha vontade de fazer um trabalho de forma autônoma. Ele tinha acabado de voltar da Europa e disse que tinha conhecido um jogo chamado “Match de Improvisação”. Decidimos então unir essas duas linguagens, do palhaço e da improvisação, e nós apresentamos no quintal de casa mesmo para alguns amigos”, contou Gouvêa.

As pessoas começaram a tomar conhecimento do espetáculo através da propaganda boca a boca, então o grupo passou a se apresentar em quintais maiores, até que depois de quatro anos eles levaram o espetáculo para o teatro. Desde então, o grupo não parou mais. Já está na sétima edição. Mais de 180 mil pessoas conferiram a montagem.

Na América Latina e na Europa outras companhias já haviam trabalhado com improvisação. Na busca e pesquisa do gênero, eles foram por três anos consecutivos curadores do Festival Internacional de Improvisação.

A iniciativa foi fundamental para difundir o gênero por todo o país, hoje inúmeras companhias de teatro apresentam espetáculos na base da improvisação. “A diferença principal para outras montagens, não só no Brasil, mas no mundo, é a mistura do palhaço com a improvisação”.

No ano passado, o grupo, venceu o Campeonato Mundial de Match de Improvisação que fez parte do 11º Festival Ibero Americano de Teatro de Bogotá, na Colômbia. “Foi um torneio diferente. Não estávamos acostumados a jogar e fomos de cara limpa. Não estávamos caracterizados. Mas o palhaço está impregnado na gente e conseguimos assim manter uma relação com o público que acabou nos elegendo vencedores”.
 
Serviço - “Jogando no Quintal” - Teatro Lauro Gomes, Rua Helena Jacquey, 171, Rudge Ramos – São Bernardo. Sexta (2) e sábado (3), às 21h, e domingo (4), às 19h. Pontos de venda: Teatro Lauro Gomes, de terça a domingo, das 15h às 20h e Poupatempo São Bernardo, de segunda a sexta, das 7h às 19h e sábado, das 7h às 12h. Preços: R$30 (inteira), R$15 (meia entrada para estudantes, maiores de 60 anos e professores da rede estadual). Tel. 4368-3483.

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