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SB fala da carreira depois de mais de 30 anos de handebol

por cultura — última modificação 31/08/2007 11h51
José Ronaldo do Nascimento se prepara para o que pode ser a última competição de sua carreira: a Liga Nacional deste ano.

Publicado em 31/08/2007 11h51

Última atualização em 31/08/2007 11h51

SB fala da carreira depois de mais de 30 anos de handebol
“Se assim como a Metodista, todas as equipes do Brasil tivessem o apoio da prefeitura da cidade ou de uma Universidade, o esporte estaria muito melhor”. SB Foto:Tábata Sousa

Eduardo Heering

Do Rudge Ramos Jornal

Mais de 30 anos de handebol, cinco títulos da Liga Nacional, duas décadas de seleção brasileira, quatro Pan-americanos. Estes são apenas alguns números de José Ronaldo do Nascimento, mais conhecido como SB, que aos 41 anos se prepara para o que pode ser a última competição de sua carreira: a Liga Nacional deste ano.

O atleta começou a jogar na sua cidade natal, Aracaju, Sergipe. “Nas escolinhas do Sesi que existiam antigamente. Fiz varias modalidades, mas a que gostei mais foi o handebol. Acabei me destacando e fui chamado para a Seleção Sergipana, que disputava a edição nacional dos Jogos Escolares. E ai não parei mais”, relatou o jogador.

Com 20 anos, o atleta foi convidado para jogar em Santa Catarina, no time do Chapecó. “Foi uma das melhores equipes que já tivemos no país. Esse time me marcou muito, porque foi a primeira vez que trabalhei com uma equipe séria, de alto rendimento”, contou.

Foi nessa época que ocorreu  a  primeira convocação para a seleção nacional. Onde recebeu o apelido que leva até hoje, SB ,que vem de Seleção Brasileira. “Eu tinha feito alguns bons torneios em 1984 e ganhei essa chance. Acabei jogando na seleção até 2004”, relatou.
“Na seleção disputei três olimpíadas, Barcelona em 92, Atlanta 96 e Grécia 2004. Essa é a maior glória que um atleta pode ter. Era um objetivo que eu tinha traçado na minha carreira e que  consegui realizar”.

O jogador contou que o esporte teve um salto de qualidade muito grande nos últimos 10 anos. “Depois da parceria entre a Petrobras e a Confederação Brasileira de Handebol, o esporte cresceu muito. Teve a criação da Liga Nacional, pela segunda vez somos a única modalidade que já garantiu as seleções feminina e masculina para as Olimpíadas, entre outras coisas”.
Para ele, o que falta são iniciativas como a do time de São Bernardo. “Se assim como a Metodista, todas as equipes do Brasil tivessem o apoio da prefeitura da cidade ou de uma Universidade, o esporte estaria muito melhor. Seria muito mais divulgado”.

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