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Pinacoteca cria novos artistas da região através de cursos

por amanda.florindo última modificação 09/05/2016 10h23
Centro cultural é dona do maior acervo de arte moderna contemporânea no ABC

Publicado em 09/05/2016 10h23

Última atualização em 09/05/2016 10h23

Pinacoteca cria novos artistas da região através de cursos
Fernanda Briard realizou dois partos humanizados - Foto: Monique Oliveira/RROnline

MARIANNA ZAVISCH

VITOR OLIVEIRA

Especial para RROnline*

A gravidez é um momento único, mas é necessário conhecimento para escolher o melhor para você e para o bebe no momento do parto. A cesarea é um procedimento cirúrgico recomendado em poucos e específicos casos, já o normal, é o feito através do canal vaginal. O parto humanizado tem como principal característica o protagonismo da mulher, ou seja, ela deve participar ativamente de todas as decisões. Em busca dessa autonomia que mulheres da região decidiram aderir a esse tipo de parto.

Para o parto domiciliar é necessária uma equipe médica profissional e humanizada além da realização do pré-natal para apontar qualquer risco na gravidez. Se for apontado qualquer risco, a obstetriz descarta o parto domiciliar. “O pré-natal tem que ser muito bem feito. É por isso que antigamente havia tantos relatos de mulheres que faleciam no parto, porque não havia um acompanhamento”, contou Daniel Oliveira, 33 anos, marido de Juliana Camioto, 21, que passou pela experiência do parto domiciliar.

Fernanda Alfonso Cunha Briard, 33 anos, moradora de São Caetano, relata que o parto normal no Brasil não tem nada de normal. “Começando pela posição que fecha as vias do parto, porque você fica deitada lutando contra o próprio corpo”, disse após dois partos humanizado.

Confira no vídeo o Espaço Santosha, local especializado em preparação para o parto:

 

Fernanda fez o primeiro procedimento em um hospital e o segundo domiciliar, os dois contando com equipes humanizadas. Ela também defende que o parto não é hospitalar, ele se tornou assim pela conveniência. E que, infelizmente, os médicos conduzem para o que é mais interessante para eles. O que significa, muitas vezes, uma cesárea desnecessária.

Mariana Costa Duarte, 22, e moradora de Santo André, ao saber que estava grávida “sabia que não queria ter meu filho em um hospital”, relata. Da mesma forma, Viviane Penkal, 28, disse que sempre quis fazer parto humanizado. E que ao começar a fazer pesquisas, descobriu que a cesárea tem 120 vezes mais riscos de ter complicações ou que uma intervenção poderia acarretar em outros problemas. A cesárea só é benéfica quando é uma indicação, quando há algum risco.

Além disso, uma das preocupações que as mulheres têm é sobre a episiotomia, um corte na região do períneo para ajudar o bebê a sair com mais facilidade. Em 2012, a taxa foi o maior dos últimos quatro anos, com 54,5% dos casos, de acordo com o Hospital da Mulher. Já em 2014, essa taxa caiu para 40,3%.

Em um encontro de casais gestantes, em São Caetano, Juliana Camioto, contou como foi a experiência de ter um parto como esse. “Eu tive um parto domiciliar, não planejado. Eu tinha um plano em uma casa de parto, mas quando entrei em trabalho de parto, não fui aceita lá. Mas depois de muitas horas e de muita dor, vale a pena. Parir é muito bom.”

Já com Tabata Cristina da Silva, 26, a história foi um pouco diferente. “Foi um momento de extrema ansiedade. Aconteceu em uma casa de parto e deu tudo certinho. Quando engrenou o trabalho de parto, eu soube que ia conseguir fazer isso, porque, afinal é uma atividade física. A Larissa (doula) foi tudo para mim. O meu medo era acontecer alguma coisa comigo lá e eu ter que ir para um hospital que não conhecia, então comecei a fazer alguns exercícios na banheira para ajudar ele a descer. Logo que ele nasceu, parecia uma bolinha de tão encolhidinho que ele estava, mas logo se esticou e o Rafa (marido) veio para o meu lado. Pra mim foi a experiência mais divina da minha vida.”

Entenda os prós e os contras do parto humaizado. Confira o áudio:

 

Uma das principais diferenças do parto humanizado para o parto dito normal ou a cesárea, é que o pai tem um papel muito mais forte na hora do nascimento de seus filhos. “Quando ouvi a parteira pedindo a luva, já pirei e pensei ‘vai neném, vai neném’. Logo que a Celine nasceu eu a peguei e já pirei. Muita emoção. É absurdo. Não deixe o médico pegar o seu bebê, você tem que pegar. Não existe sensação igual a essa”, relatou Oliveira. Para Mariana, essa possibilidade de participação do pai foi fundamental no momento de escolha. “Um dos motivos para eu escolher o parto humanizado foi o Danilo poder participar, o parto dele não foi legal e o meu pai não participou do meu. Eu queria que fosse um momento especial para o nosso filho e tinha de ser especial para nós três”, contou.

*Esta reportagem foi produzida por alunos do curso de Jornalismo da Faculdade de Comunicação da Universidade Metodista

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