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Judô pode ser adaptado para a terceira idade

por rodrigo.martani última modificação 11/05/2017 15h09
Esporte ajuda idosos a melhorar o condicionamento físico, raciocínio e a defesa

Publicado em 11/05/2017 10h08

Última atualização em 11/05/2017 15h09

Judô pode ser adaptado para a terceira idade
Academia 20V, em São Bernardo, ensina judô para idosos, mas adapta os golpes de acordo com os limites físicos dos alunos - Foto: Leonardo Santos/RRJ

CAROLINE NAVARRO
Especial para o Rudge Ramos Jornal*

O judô é uma atividade benéfica para quem já chegou à terceira idade. É um esporte que possui aspectos que estimulam a consciência corporal, além de proporcionar um aumento do tônus muscular. Porém, a prática dessa modalidade requer cuidados. O praticante deve fazer uma espécie de judô adaptado, ou seja, de acordo com as condições físicas apresentadas.

Na adaptação do judô para quem tem 60 anos ou mais, é preciso dar mais ênfase aos exercícios que trabalham equilíbrio, alongamento e resistência, podendo enfim, se aproveitar da criatividade, fazendo coisas como a utilização de colchão, além do tatame convencional.

Essa preocupação tem motivo: os problemas ósseos. Mais de 200 milhões de pessoas em todo o mundo sofrem de osteoporose. No Brasil, estima-se que cerca de 10 milhões — um a cada 17 brasileiros — também sofram com o mal, segundo pesquisa da International Osteoporosis Foundation (IOF).

Segundo o fisioterapeuta da clínica de fisioterapia e RPG Fisiomar em São Bernardo, Daniel Felipe de Souza, 34, os idosos que praticam atividade física, como alongamentos e esportes que requerem movimentos mais amplos, é o caso do pilates e a ioga, têm uma melhora na parte óssea. “Essas atividades evitam que eles tenham doenças como osteoporose ou osteopenia.” Souza diz que esses esportes também auxiliam na qualidade de vida, na parte metabólica e social do idoso. 

A adaptação desses esportes requer um cuidado extra, uma vez que os idosos são mais frágeis a lesões e a quedas. O professor de judô da academia 20V em São Bernardo, Rogério Restivo, 45, afirma que, para uma boa adaptação do esporte para os idosos, o ideal seriam aulas com mais alongamentos, mais dinâmicas e lúdicas usando brincadeiras como “pesinho”, “brigas de galo”, “cabo de guerra” e cambalhotas.

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O “pesinho” consiste em definir a utilização de pesos nos exercícios. Já na briga de galo, os praticantes ficam ajoelhados um de frente para o outro com as mãos apoiadas no ombro de seu adversário. O objetivo da brincadeira é puxar ou empurrar o competidor com o intuito de tentar derrubá-lo no chão.

E, em cabo de guerra, os praticantes se dividem em duas equipes, uma de cada lado deve puxar um lado de uma corda, para testarem sua força.

Além de proporcionar uma melhora na qualidade de vida, o judô também auxilia no convívio social dos idosos. “Nosso corpo, sobretudo, nossa mente, necessitam de atividades, e o esporte de modo geral, estimula e exerce uma inclusão social e eleva os valores de uma ocupação que dita um ritmo de vida saudável”, disse Restivo.

É preciso atenção principalmente com a terceira idade sedentária. O fisioterapeuta Souza afirma que é necessário o auxílio de um médico geriatra, cardiologista ou ortopedista, além de fazer exames como raio-X e ressonância magnética. O mais aconselhado para quem tem alguma patologia, mesmo para os que já foram atletas, são os esportes na água, como a natação e a hidroginástica, devido ao impacto. 

*Esta reportagem foi produzida por alunos do curso de Jornalismo da Universidade Metodista.

 

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