Você está aqui: Página Inicial / Notícias / Esportes / 2018 / Moradores do Rudge Ramos se reúnem para se exercitar e recolher lixo

Moradores do Rudge Ramos se reúnem para se exercitar e recolher lixo

por natalia.rossi última modificação 18/04/2018 09h45
Atividade é chamada de “plogging” e reuniu pessoas de diversas idades

Publicado em 18/04/2018 09h13

Última atualização em 18/04/2018 09h45

Moradores do Rudge Ramos se reúnem para se exercitar e recolher lixo
Foram recolhidos aproximadamente 33 sacos pequenos de lixo reciclável durante o evento. Foto: Renan Monteiro Queiróz/Arquivo Pessoal

NATÁLIA ROSSI
Da Redação*

A prática do plogging, atividade física que combina corrida ou caminhada com o ato de recolher o lixo encontrado no caminho, surgiu na Suécia final de 2016 e tomou força nas redes sociais. No Brasil, a modalidade não é muito conhecida, mas um educador físico do bairro Rudge Ramos decidiu trazer a atividade para o bairro.

O nome plogging vem da junção do termo “plocka upp”, que significa “, pegar” em sueco, com a palavra “jogging”, que significa “correr” em inglês. O professor e educador físico Renan Monteiro Queiróz, 30, nasceu e cresceu no Rudge e sempre se incomodou com a quantidade de lixo pelas ruas, principalmente em frente à sua casa, próxima a um Ecoponto. Ele conheceu o plogging por meio da engenheira ambiental e de segurança do trabalho Mariana Coelho, 28, que sugeriu criar o evento.

O  'Plogging Rudge Ramos' ocorreu no domingo, dia 8 de abril, com a participação de 26 pessoas entre crianças, adultos e idosos. A divulgação do evento foi feita pelo professor para seus alunos e via Facebook.

Para ele o benefício desta atividade vai além do exercício físico, é oportunidade para interação social.  “As pessoas saem de casa, se reúnem, conversam, então faz bem para o corpo e para a mente”, diz.

O grupo se reuniu as 8h da manhã na praça São João Batista e de lá seguiram rotas diferentes, determinadas pelo professor ou de livre escolha do participante. Todos se encontraram as 9h30 em frente à subprefeitura do Rudge Ramos. Porém, muitos não chegaram a completar o percurso da caminhada, porque precisaram parar diversas vezes para recolher o lixo encontrado.

“O combinado era que caminhássemos muito mais, mas a sujeira era tanta que acabamos andando menos do que o esperado e abaixando muito mais”, conta Mariana. Para ela, o principal objetivo foi de conscientizar os moradores da situação do bairro. “Mesmo se tivéssemos mais participantes, era muita sujeira. Para mim ficou claro que nosso bairro não vê há muito tempo uma boa varrição e que nossos munícipes estão carentes de educação ambiental.”

Rosa Imelda Zúñiga Medina, 42, participou do evento e levou marido e  filho. Ela já pratica exercícios físicos, mas nunca tinha ouvido falar do plogging. Para ela, a atividade é uma forma de educar os moradores sobre a situação do bairro. “As ruas, calçadas, praças e os parques são lugares públicos e merecem o nosso respeito. Ninguém gostaria que jogassem lixo na sua casa”, afirma.

A terapeuta corporal Marina Daversi, 42, se motivou a participar do evento pela vontade de fazer algo pelo meio ambiente. “Foi gratificante poder participar. Levei minha família junto e me senti tão bem por fazer algo de bom para o nosso meio ambiente que está tão doente e massacrado”, conta.

A pedagoga Monique de Lima, 27,  nunca tinha participado do plogging, mas agora pretende continuar a prática. "É sadio, ajudamos o meio ambiente e a família toda pode participar. Inclusive, foi muito legal ver o ânimo e a alegria das crianças que participaram do plogging", conta.

Ao final do evento, foram recolhidos aproximadamente 33 sacos de lixo pequenos, que foram colocados em volta de uma lata de lixo da Festa do Milho, para posterior coleta da Prefeitura.

O próximo 'Plogging do Rudge Ramos" não tem data agendada.

*Esta reportagem foi produzida por estagiários da Redação Multimídia da Universidade Metodista de São Paulo

Ações do documento