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Bolsa-Família reduz pobreza e desigualdade, diz Suplicy

por joao.souza última modificação 22/10/2016 17h12
Vereador eleito de São Paulo fala do programa Renda Mínima na Metodista

Publicado em 22/10/2016 16h01

Última atualização em 22/10/2016 17h12

Bolsa-Família reduz pobreza e desigualdade, diz Suplicy
Suplicy leu um trecho do seu livro “Renda de Cidadania” e doou dois exemplares assinados para biblioteca da universidade - Foto: João Souza/RRO

JOÃO SOUZA
Da Redação*

O vereador eleito de São Paulo Eduardo Matarazzo Suplicy (PT) disse que as regras do Bolsa Família, programa do governo federal instituído pela primeira vez no primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010), ajudaram a diminuir a pobreza extrema e a desigualdade do Brasil.

Suplicy comparou o Bolsa Família ao seu Programa Renda Básica da Cidadania, apresentado pela primeira vez quando estava no Senado, em 1991. De acordo com sua proposta, todo cidadão que não alcançasse determinado patamar de renda pré-estabelecido pelo Senado passaria a ter o direito a um complemento de 50% da diferença de seu ganho, e com menos burocracia. “O que foi mais fácil de entender, a Renda Básica ou o Bolsa família? A Renda Básica”, afirmou Suplicy.

A declaração do petista foi dada durante evento realizado com alunos e professores na Universidade Metodista de São Paulo, na noite da última quinta-feira (20), quando o vereador mais bem votado da capital (mais de 300 mil votos) falou sobre sua carreira política e aproveitou para destacar a ideia de seu programa.

De acordo com Suplicy, também professor de economia, ele estudou esse assunto para entender quais instrumentos econômicos poderiam ajudar na sociedade e seu objetivo. "É importante caminhar para construir um Brasil mais justo e igualitário, porém feito com liberdade e democracia."

Aos alunos, professores e convidados, Suplicy contou sobre sua carreira. Formado em administração pela FGV e doutor em economia pela Universidade Estadual de Michigan, Suplicy, que também já escreveu sobre economia no jornal “Folha de S.Paulo”, falou sobre sua participação na fundação do PT, no dia 10 de fevereiro de 1980, partido do qual continua membro até hoje. “Procuraram produzir um Brasil mais igualitário, com maior justiça e efetivo direto de direitos de cidadania para todos”, declarou.

Ao responder uma pergunta de um dos alunos sobre continuar no partido, ele explicou que acredita que, quando se está em uma filiação muito grande e algumas pessoas cometem erros, consertá-lo é dever também dos que estão juntos.

“Eu me pergunto: ‘Mas com todos esses problemas, do mensalão e Lava Jato, onde houve pessoas que enriqueceram ilicitamente, você continua no PT?’ Eis a minha resposta: Eu ingressei no PT acreditando naqueles objetivos de construção e aperfeiçoamento da democracia e precisamos ainda dar muitos passos nesta direção."

Em sua carreira, ele destacou sua candidatura em 1988 em São Paulo também como vereador, quando foi eleito com 200 mil votos, cinco vezes mais que o segundo colocado. Por isso, tornou-se o presidente da Câmara Municipal na época. Em 1990, foi eleito o primeiro senador do PT, com 4,2 milhões de votos, sendo reeleito em 1998 e 2006.

Na última candidatura, como vereador na cidade de São Paulo, ele afirmou que achou saudável a lei que restringe o financiamento das campanhas apenas a pessoas físicas e acredita que conseguiu um bom custo-benefício por se eleger com 301.446 votos e ter gastado R$ 207 mil, ou seja, R$ 0,68 por voto.  De acordo com ele, o segundo colocado em número de votos gastou na campanha cerca de R$ 20 por voto. “Foi possível eu ser eleito sem gastar muito. E as minhas ideias foram levadas a todos.”

Luther King 

Durante o encontro na Metodista, o vereador eleito leu uma parte do discurso do líder americano Martin Luther King (1929-1968), “I Have a Dream (Eu Tenho Um Sonho)”.  “Se nós quisermos construir uma sociedade civilizada e justa, precisamos levar em consideração não apenas a busca do interesse próprio, mas também aqueles valores da história, da humanidade e de nós brasileiros, como a procura da verdade, justiça, solidariedade, fraternidade, tais como aqueles que estão expressos em um dos discursos mais belos da humanidade”, disse Suplicy se referindo ao texto de Luther King.

O petista doou dois exemplares de seu livro, “Renda de Cidadania: A Saída é Pela Porta” (Editora Cortez, 2002), autografados, para a biblioteca da universidade.

Durante o encontro, Suplicy chamou ao palco a estudante de administração Nathália Nardi, 23, para recitar uma parte da música “O Homem na Estrada”, do grupo musical Os Racionais, e cantou "Blowin' In The Wind", de Bob Dylan. “O fato de eu ser professor e estar sempre dialogando com os jovens e gostar das coisas que eles gostam, como a música, cinema, artes ou das atividades culturais, me aproxima de vocês que estão aqui”, disse.

Ao final, Eduardo Suplicy tirou fotos com alunos e convidados e concedeu uma entrevista ao Rudge Ramos Online. Confira a reportagem de Laís Pagoto:

 Veja algumas fotos do evento:

Encontro com Suplicy

*Esta reportagem foi produzida pelos estagiários da Redação Multimídia da Universidade Metodista de São Paulo 

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