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Pais de alunos da rede pública protestam contra adiamento de atividades extracurriculares

por erika.motoda última modificação 23/05/2017 08h12
Programa Tempo de Escola ainda não teve início neste ano; mais de 10 mil alunos são afetados pelo atraso

Publicado em 18/05/2017 09h01

Última atualização em 23/05/2017 08h12

Pais de alunos da rede pública protestam contra adiamento de atividades extracurriculares
Atividades extracurriculares oferecidas aos alunos da rede municipal ainda não tiveram início - Foto: Guilherme Guilherme/ RRO

ÉRIKA MOTODA
GUILHERME GUILHERME

Da Redação*

A sessão da Câmara Municipal de São Bernardo desta quarta-feira (17) foi marcada pelo protesto de pais de alunos do ensino fundamental da cidade que reclamaram do atraso no Programa "Tempo de Escola". Esse projeto municipal visa oferecer ações educativas em tempo integral aos alunos e, segundo os pais, o início das atividades estava previsto para março.

Conforme publicado no jornal oficial da cidade, “Notícias do Município”, a antiga administração municipal abriu uma licitação, em dezembro de 2016, para que entidades sem fins lucrativos interessadas se candidatassem para promover as atividades. As ONGs deveriam manifestar interesse entre os dias 16 e 20 de janeiro de 2017. O tempo de vigência do contrato seria até o dia 31 de dezembro de 2017.

Entretanto, a atual gestão da prefeitura reduziu a validade desse contrato em seis meses, ainda de acordo com publicação do jornal oficial. Ou seja, acaba no próximo dia 30 de junho. Mas, até o momento, as aulas extracurriculares não tiveram início. Ao todo, são 10.215 alunos afetados de 47 escolas da cidade.

Os manifestantes levaram cartazes e gritaram palavras de ordem enquanto o presidente da Casa, Pery Cartola (PSDB), tentava colocar em votação um projeto do Executivo. Em uma tentativa de acalmar os pais dos alunos, o vereador Ivan Silva (SD) disse que o programa seria retomado ainda neste mês, no dia 25.

A informação foi reforçada pelo presidente da Comissão de Educação, Cultura e Esportes, Eliezer Mendes (PTN), em uma reunião convocada com alguns dos manifestantes após a sessão. Mas a resposta não satisfez os munícipes, pois o contrato com as ONGs acaba mês que vem. Eles pediram para que o programa fosse prorrogado.

CRI

CRI FATI e associação
Idosos debatem com o presidente da Câmara, Pery Cartola (PSDB) - Foto: Érika Motoda/ RRO

Mais cedo, a sessão também foi palco do protesto realizado pelos idosos que utilizam o CRI (Centro de Referência ao Idoso). Segundo a moradora do Alves Dias Maria Madalena de Jesus Tillmann Seabra, 68, a prefeitura quer arcar somente com as despesas de água e energia, enquanto os idosos assumem os outros custos que as atividades no espaço gerar, como aulas. 

Outra alternativa proposta pelo Executivo, ainda de acordo com Maria Madalena, é ceder o espaço à FATI (Faculdade Aberta Para a Terceira Idade). Além disso, a idosa disse que os bingos, vendas na lanchonete e bailes beneficentes devem ser descontinuados, pois o prefeito alega que a realização dessas atividades é inconstitucional. Mas Maria Madalena alega que esses eventos e vendas são realizados sem fins lucrativos.

A reportagem entrou em contato com a prefeitura e aguarda um posicionamento.

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*Esta reportagem foi produzida por estagiários da Redação Multimídia da Universidade Metodista de São Paulo

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