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Cães na terceira idade precisam de cuidados especiais

por patricia.faermann — última modificação 25/01/2011 11h19
Diabetes e artrose são problemas comuns aos animais que envelhecem

Publicado em 25/01/2011 11h15

Última atualização em 25/01/2011 11h19

Cães na terceira idade precisam de cuidados especiais
A cadela Nala, 15, sofre de diabetes - Foto: Arquivo pessoal

AMANDA SEQUIN
Da Redação*

Quando as pessoas resolvem ter um animal de estimação, como um cão, por exemplo, muitas vezes se esquecem que o bicho chegará à velhice, precisará de cuidados especiais e de muito carinho.

Para saber se o seu melhor amigo chegou à terceira idade, leve em consideração a avaliação dos médicos veterinários. Segundo eles, animais pequenos são considerados idosos a partir dos 9, 10 anos de idade. Os maiores, a partir de 6, 7 anos.

Quanto às doenças, insuficiência renal e diabetes são cada vez mais comuns em cães idosos. De acordo com o médico veterinário Paulo Salzo, as causas podem estar ligadas à obesidade, traumas e até a raça, algumas mais propensas a desenvolver mais sintomas do que outras. Entre os principais males estão os problemas cardíacos e renais, artrose, coluna, diabetes e até o câncer.

Como prevenção, é recomendável levar o melhor amigo duas vezes ao ano ao veterinário. “São necessários exames de urina e sangue, eletrocardiogramas, assim como uma pessoa também faz normalmente”, disse Salzo, professor da Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade Metodista de São Paulo. 

A alimentação também interfere diretamente na saúde do animal. A obesidade afeta 40% dos cães. O uso de ração é o mais indicado. Deve-se escolher o tipo adequado à idade e evitar alimentos que os humanos consomem.

“A diabetes canina, por exemplo, é difícil de ser prevenida porque geralmente o cão tem a mesma alimentação durante toda a vida.” O veterinário explicou também que, além de ser uma consequência do excesso de peso, há também o fator genético e a aplicação indevida de medicamentos, como a cortisona.

Idade

Nala pode ser considerada uma senhora. A cadela SDR (sem raça definida), da dona de casa Neli Montanhani, tem 15 anos. Ela é de pequeno porte. Está dentro da expectativa de vida de animais em sua faixa, que varia entre 16 e 17 anos. Recentemente, Neli descobriu que Nala está com diabetes.

Antes de ser medicada, Nala apresentava os mesmos sintomas que o ser humano com a doença exibe. “Ela ficava ofegante, dormia e urinava muito, não queria comer e começou a emagrecer absurdamente. Após um exame de sangue, descobrimos a doença.”

A solução, conta Neli, foi preparar alimentos sem açúcar. Agora, a dieta canina é composta de frango e arroz integral, que são misturados a uma ração para cães diabéticos. Claro que a medicação agora faz parte da vida de Nala, como a aplicação de insulina, duas vezes ao dia.

A expectativa de vida de um cão varia de acordo com o seu porte. Os pequenos, como Nala, vivem de 16 a 17 anos. Um amigo maior, em torno de 10 anos.

*Esta reportagem foi produzida por alunos do curso de Jornalismo da Universidade Metodista de São Paulo

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