São Bernardo registra 20 novos casos de AIDS por mês

Por dia, nove pessoas morrem em São Paulo em decorrência da doença
São Bernardo registra 20 novos casos de AIDS por mês

São Bernardo tem 20 novos casos de HIV por mês - Foto: Deise Almeida

DEISE ALMEIDA
HELDER STURARI
RODRIGO ALVES
Especial para o RROnline*

Até novembro, foram registrados 220 novos casos de AIDS, em São Bernardo. Os dados são do Programa Municipal de DST/ AIDS, por mês, 20 pessoas são identificadas com o vírus ou com a doença na cidade.

Segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde divulgados no último dia 28, São Paulo concentrou 3.141 registros de mortes em 2010. Em média, nove pessoas morrem por dia em decorrência do HIV no Estado paulista, números considerados altos pela secretaria e que confrontam com a queda que houve no País. No ano passado, 34,2 mil brasileiros morreram por causa do vírus, quase dois mil a menos que em 2009.

A infectologista e coordenadora do Programa Municipal de DST/ AIDS de São Bernardo, Marilisa Henrique da Silva, relata a importância da doença ser identificada no início, para que o tratamento tenha mais eficiência. "A meta é que todas as pessoas façam o teste de HIV pelo menos uma vez na vida, já que a AIDS pode ser silenciosa e se manifestar apenas em um estágio avançado da doença", disse.

A sede do Programa DST/ AIDS é o ambulatório municipal, que fica na Avenida Armando Ítalo Setti, no centro da cidade, e lá são disponibilizados dois tipos de teste para identificação da doença. Um deles é a sorologia tradicional, em que o resultados demora 15 dias para ficar pronto, e o segundo é o teste rápido, no qual a partir de uma amostra de sangue coletada pelo dedo, o paciente sabe se porta o vírus em apenas 15 minutos. Marilisa garante a confiabilidade dos dois tipos de testes. "Tanto o tradicional quanto o rápido tem resultados que dão a certeza se a pessoa porta ou não a doença, a opção de qual fazer fica a critério de cada um."

 

Atualmente o programa atende 2.918 pacientes portadores do HIV, que além de terem acompanhamento com uma equipe médica multidisciplinar e especializada, contam com psicólogos e profissionais de educação física. Isso porque, além do tradicional tratamento da doença, o programa também se preocupa com o equilíbrio psicológico do paciente, o que, segundo Marilisa, ajuda no tratamento.

Um dos pacientes, que é atendido pelo projeto, ressalta a importância do acompanhamento que recebe no ambulatório. Portador da doença há 14 anos, o homem, que preferiu não se identificar, começou a ser atendido em São Bernardo em 1999. Ele diz que se sente em casa com a atenção que recebe dos profissionais no local. "Minha melhora depois que entrei aqui é visível, tenho muito o que agradecer", disse.

O atendimento do Programa Municipal de DST/ Aids é por meio do SUS (Sistema Único de Saúde) e funciona de segunda a sexta-feira, das 9 às 18h.

Serviço: Ambulatório Municipal de São Bernardo do Campo: Avenida Armando Ítalo Setti, 402 – Centro

*Esta reportagem foi produzido por alunos do curso de jornalismo da Universidade Metodista de São Paulo.

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