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Pesquisa mostra que homens são mais resistentes aos cuidados com a saúde mental

por allaf.silva última modificação 22/09/2016 15h00
No Estado de São Paulo, morte por suicídio é a terceira maior causa

Publicado em 22/09/2016 15h00

Última atualização em 22/09/2016 15h00

Pesquisa mostra que homens são mais resistentes aos cuidados com a saúde mental

ALLAF BARROS
Da Redação*

No último levantamento feito pelo Seade (Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados) entre 2013 e 2014 no Estado de São Paulo, os suicídios passaram a ser a terceira principal causa externa de morte, com 10,2% entre pessoas de 15 a 39 e 11,9% de 40 a 59, perdendo apenas para acidentes de transporte e agressões.

Cerca de 3,7 do total de óbitos, no universo de 100 mil habitantes, somando as cidades de Santo André, São Bernardo e São Caetano é relativo a suicídios. Este número está abaixo do Estado que conta com a taxa de 5,6 óbitos.

O estudo ainda mostra que o ato de tirar a própria vida é mais comum entre os homens, sendo eles 80% das pessoas que cometem este ato. Isso acontece porque os homens possuem comportamentos que predispõem mais ao suicídio. Entre eles estão a competitividade, impulsividade, maior acesso às armas, maior sensibilidade às instabilidades econômicas, como desemprego e empobrecimento.

Os transtornos mentais mais associados ao suicídio são: depressão, transtorno do humor bipolar e esquizofrenia. Certas características de personalidade também foram consideradas importantes entre os fatores de risco, além da dependência de álcool e de outras drogas psicoativas de acordo com o Seade.

Para o psiquiatra Teng Chei Tung, coordenador de Interconsultas do IPq - Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas, a sociedade não tem consciência que o suicídio é muito frequente. “Algumas pessoas têm problemas e às vezes acabam não pedindo ajuda, seja por motivos de vergonha ou por achar que não há uma saída, mas sempre tem uma saída”, comentou.

Prevenção

Para psiquiatra, os sinais que uma pessoa dá quando pretende tirar a própria vida variam bastante. No geral, são sintomas parecidos com um quadro crítico de depressão. “Tristeza, ansiedade, aspecto mais desanimado do que o comum são mais ou menos óbvio”, explicou. Segundo ele, amigos e familiares devem ficar atentos quando uma pessoa está com problema mental e passa por um momento de muita ansiedade e logo após fica muito calma. "Outro sinal possível é quando ela passa a sair se despedindo das pessoas com quem convive", falou.

O especialista recomenda que os mais próximos sejam sempre sensíveis a estes sinais e estejam sempre dispostos a conversar com quem passa por essas dificuldades.

*Esta reportagem foi produzida pelos estagiários da Redação Multimídia da Universidade Metodista de São Paulo

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