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Mulheres devem se atentar ao uso de anticoncepcional

por thalita.ribeiro última modificação 18/05/2017 13h51
Pílula contribui para a melhora de cólicas e acne, porém efeitos colaterais podem surgir

Publicado em 17/05/2017 12h51

Última atualização em 18/05/2017 13h51

Da Redação*

Para efeito contraceptivo, a pílula anticoncepcional confunde o cérebro, dando a falsa impressão de que os ovários estão produzindo hormônios. Esse efeito inibe a ovulação e é opção para mulheres que não querem engravidar. Porém, é preciso saber dos riscos e benefícios de tal escolha.

O medicamento é visto pelas mulheres como um único método para evitar gravidez, porém o ginecologista Luciano Pompeu discorda."Na verdade, a pílula é um conjunto de métodos. Existem várias composições no medicamento, cada um indicado para um tipo de organismo."

Quem vai a uma farmácia para comprar o remédio encontra diversas opções de preço e fórmula. De acordo com o técnico de farmácia Marcelo Albuquerque, as mulheres costumam seguir a indicação médica. Mesmo quando há a troca do medicamento, elas procuram nas farmácias a nova pílula sob orientação do seu ginecologista.

As queixas de quem opta em fazer uso de anticoncepcional são fortes cólicas e sangramentos, acne e oleosidade no rosto. A estudante Amanda Costa utiliza o medicamento há cerca de cinco anos, por ter ovário policístico. Segundo Amanda, esta doença pode causar diabetes tipo 2 e dificuldade para engravidar.

Porém, ela ressalta que já precisou trocar o medicamento, devido às fortes dores de cabeça. A reportagem apurou que a cada 10.000 mulheres que fazem uso da pílula, 8 tem possibilidade de desenvolver trombose. Quando não tomam o remédio, este número cai pela metade.

Um desses casos pode ser o da estudante Tayla Sanchez. Ela sentia fortes dores de cabeça, e em 2016 sofreu AVC (acidente vascular cerebral). Segundo ela, apesar de não ter um laudo médico que comprove a ligação entre o remédio e o mal súbito, estar sem a pílula fez com que ela se sentisse melhor. "Desde que eu parei de tomar [o remédio] eu não sinto mais dor de cabeça", disse a estudante.

Como um alerta para as mulheres, Pompeu disse que é essencial o médico saber como está a pressão arterial da paciente. Explicar sobre todas as possibilidades e efeitos de cada método contraceptivo também é essencial, segundo o ginecologista. "Acho que é muito importante que a mulher participe da escola", completou ele.

Repórter: Angela Facioni
Imagens: Bárbara Cabral / Emanuel Chaves / Edson Harada
Edição: Gustavo Batistão

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