Você está aqui: Página Inicial / Notícias / Saúde / Quase metade da população brasileira sofre com alergias e doenças respiratórias

Quase metade da população brasileira sofre com alergias e doenças respiratórias

por claudia.leone última modificação 06/09/2016 08h39
De acordo com Ibope, a maioria desconhece os sintomas

Publicado em 05/09/2016 16h04

Última atualização em 06/09/2016 08h39

Quase metade da população brasileira sofre com alergias e doenças respiratórias
Asma, bronquite, sinusite e rinite estão entre as principais doenças agravadas nas estações mais frias do ano - Foto: Claudia Leone/RRO

Da Redação*
CLAUDIA LEONE

Com o término de uma das estações mais frias do ano e a chegada da primavera, a mudança no clima se torna mais frequente. Com variações entre sol, chuva, queda e aumento de temperaturas no mesmo dia, é comum que pessoas sofram com alergias e doenças respiratórias.

Durante o outono e o inverno, além do frio, o ar seco e a facilidade de proliferação de ácaros se tornam os grandes vilões nestes casos. De acordo com o Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope), cerca de 44% dos brasileiros apresentavam problemas respiratórios em 2015 e 55% da população afirmou não conhecer os principais sintomas.

Ainda de acordo com a pesquisa, a asma, bronquite, sinusite, rinite, pneumonia, fibrose pulmonar e a doença pulmonar obstrutiva crônica, então entre os problemas mais frequentes entre os pacientes nessas estações. Esta última ainda atinge 7 milhões de pessoas no país e é a quinta causa de morte no mundo.

A pediatra do Ambulatório de Alergia e Imunologia da Faculdade de Medicina do ABC, Susana Machado Passeti, afirmou que a baixa umidade pode afetar tanto pacientes que já apresentam algum tipo de doença, quanto aqueles que não tenham recebido um diagnóstico. “O ar seco aumenta o efeito dos poluentes no organismo e facilita processos inflamatórios nos brônquios, reduzindo as defesas pulmonares. Por conta disso, as crianças e os idosos sempre são os pacientes mais afetados”, explicou.

Além de lavar as mãos com frequência e evitar locais aglomerados, a pediatra também destacou outros hábitos que podem reduzir os riscos de proliferação destas doenças, bem como tomar bastante líquido (preferencialmente água), dormir em locais arejados e umedecidos, evitar banhos com água muito quente para evitar o ressecamento da pele e torna-la mais frágil, manter a limpeza do ambiente com pano úmido no chão a fim de evitar o acúmulo de poeira e em caso de irritação das vias aéreas e dos olhos, é indicado o uso de soro fisiológico para lavar os olhos ou mesmo o nariz.


Leia mais: Ar seco aumenta em 30% atendimento nas UBSs de São Bernardo
Saúde merece cuidados redobrados no inverno

Vestuário

Não são só os hábitos higiênicos que se incluem na lista de prevenções contra doenças respiratórias e alergias. Nas estações mais frias do ano, a escolha ideal de agasalhos também podem contribuir para a redução destes riscos.

Em roupas com tecidos mais grossos, como casacos, por exemplo, a tendência é que o acúmulo de poeira acabe gerando a proliferação de ácaro e, com isso, podem ocorrer as reações alérgicas.

A consultora de moda do Senac São Paulo, Luciana Parisi, afirmou que tanto a escolha de tecidos naturais como os sintéticos funcionam como bons isolantes térmicos, ajudando a manter a temperatura natural do corpo e evitam que o usuário sofra variações de temperatura causadas por vento ou chuva, por exemplo. “Com estes tipos de tecidos é possível manter a transpiração do corpo em equilíbrio. A troca de umidade do corpo para este tecido é moderada e, ao mesmo tempo, o ar frio que encosta na superfície do tecido não chega até a pele. Tem a mesma funcionalidade dos tecidos mais antigos, assim como a lã e o veludo", disse.

 *Esta reportagem foi produzida por estagiários da Redação Multimídia da Universidade Metodista de São Paulo. 

 



Ações do documento

registrado em: ,