Você está aqui: RROnline Notícias Saúde Pasta 1 Descaso de empresas aumenta 'síndrome do edifício doente'

Descaso de empresas aumenta 'síndrome do edifício doente'

por cienciaesaude — última modificação 13/03/2008 10:16
Tempo seco e falta de chuva são um dos fatores que agravam a poluição do ar e afetam ambientes internos e externos.

Publicado em 13/03/2008 10:16
Última atualização às 10:16

Contraste | A A+ A++
Descaso de empresas aumenta 'síndrome do edifício doente'

Olhos cheios de areia e dores ao piscar são alguns dos sintomas que caracterizam a secura nos olhos - Foto: Tássia Oliveira

TÁSSIA OLIVEIRA

Secura nos olhos, congestão, dificuldade em respirar, fatiga e dores de cabeça são alguns incômodos que caracterizam a chamada “síndrome do edifício doente”. O termo é usado para descrever queixas que afetam os trabalhadores dentro de escritórios, mas que desaparecem quando eles deixam o ambiente de trabalho.

Para o otorrinolaringologista Fernando Veiga, falta uma maior preocupação, por parte dos donos das empresas, na qualidade do ambiente em que os funcionários estão trabalhando. “Uma manutenção periódica na tubulação e troca de filtro do ar condicionado deve ser feita, além da preocupação nos ambiente que adquiriram mofo ou excesso de poeira”, alerta Fernando.

Esse é o caso de Carla Mendonça. A secretária trabalha em um edifício que possui refrigeração a partir de um sistema de ar condicionado. “Esses dias o ar está bem seco e quando entramos na sala pensamos estar nos refrescando, quando na verdade depois de pouco tempo sentimos o ar mais seco ainda”, diz Carla.

A secretária tem sérios problemas de alergia que vêm se agravando ainda mais. Suas visitas ao consultório médico ficaram freqüentes e todos os dias ela faz uso de medidas caseiras. “Mantenho meu corpo hidratado, consumindo muita água, e lavo meu nariz duas vezes por dia com soro fisiológico”, conta Mendonça.

O otorrino e professor da Faculdade de Medicina do ABC acredita que os hábitos de Carla deveriam ser seguidos por todos, tendo em vista que as mudanças ambientais estão aumentando as ocorrências de casos alérgicos, como asma e rinite, nos últimos anos.

Já Mauro Linhares se queixa da secura nos olhos. Programador, muitas vezes trabalha dez horas por dia em frente ao micro e está fazendo uso de um recurso recomendado por muitos especialistas. “Três vezes ao dia, pingo colírio nos olhos e me sinto bem melhor”, diz Mauro.

Colírios que funcionam como uma lágrima artificial estão sendo cada vez mais utilizados para amenizar os impactos de secura que pode ocasionar dores de cabeça e náuseas, o que diminui a produtividade do funcionário e o desempenho da empresa no mercado.

Ações do documento
registrado em: