Você está aqui: Página Inicial / Notícias / Saúde / Pasta 1 / Aumento do tempo no trânsito ocasiona prejuízos à saúde

Aumento do tempo no trânsito ocasiona prejuízos à saúde

por cienciaesaude — última modificação 19/06/2009 20h01
Longas horas nos engarrafamentos podem ter conseqüências psicológicas e físicas.

Publicado em 19/06/2009 20h01

Última atualização em 19/06/2009 20h01

Aumento do tempo no trânsito ocasiona prejuízos à saúde
Motoristas sofrem todos os dias com congestionamentos - Foto: Arquivo RROnline

ELOISA TAKAHASHI                                               

Dor nas pernas, nas costas, estresse, medo de dirigir e raiva ao volante. Os congestionamentos das grandes metrópoles já são diagnosticados como causas de diversas doenças para quem convive com essa realidade todos os dias.

“O motorista é um sedentário que tem a sensação que rodou a cidade toda. Isso e uma armadilha. Ele não rodou a cidade toda, quem rodou foi o carro. Então, normalmente ele tem sobrepeso e uma serie de doenças relacionadas com o sedentarismo, como: pressão alta, diabetes, problemas cardiovasculares e problemas de circulação nos membros inferiores”, falou Alberto Sabbag, da Associação Brasileira de Medicina de Trafego.

São Bernardo tem uma frota de 400 mil carros. Em horários de pico, o trânsito do município chega a dobrar. São 850 mil veículos que atravessam a cidade em direção às cidades vizinhas, segundo levantamento feito pela Prefeitura, em 2008.

Mas esses números aumentam a cada dia e a tendência é piorar. Com a nova lei de regulação de fretados na Cidade de São Paulo, pode ocorrer a proibição de rodagem de ônibus particulares que levam cerca de 600 mil passageiros das cidades do ABC para trabalhar em São Paulo todos os dias. Se isso se confirmar, serão pelo menos mais 150 mil veículos.

O aumento do tráfego de veículos também ocasiona a multiplicação de males à saúde dos passageiros e o aumento das ocorrências de acidentes de transito. A Sociedade Brasileira de Psicólogos e Educadores no Transito (SBPET) calcula que 15% dos motoristas brasileiros são considerados inaptos para dirigir por falta de equilíbrio emocional.

“As exigências do nosso dia-a-dia, cada vez mais complexas, nos colocam em situações de ameaça real ou imaginaria. Se não tivermos o equilíbrio de lidar bem com estas situações, podemos ficar comprometidos física e psicologicamente”, disse a psicóloga Vanessa Gaino Coimbra, de São Bernardo.

Ações do documento

registrado em: