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Estresse e depressão podem causar Síndrome do Intestino Irritável

por cienciaesaude — última modificação 21/03/2009 09:32
A doença ainda pouco conhecida atinge mais mulheres, e grande parte dos pacientes melhora com reeducação alimentar.

Publicado em 21/03/2009 09:32
Última atualização às 09:32

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NATÁLIA MALDONADO


Dores constantes no abdômen, diarréias intercaladas com constipação, depressão e ansiedade são sintomas comuns de problemas intestinais. Uma delas é a Síndrome do Intestino Irritável, a doença que ainda é pouco conhecida até pelos médicos, mas afeta entre 15 a 18% da população.

Para os especialistas, a maior dificuldade é o diagnóstico, já que o mal é considerado uma disfunção do intestino, que não evolui para outro tipo de doença. Ou seja, os exames clínicos e laboratoriais não conseguem detectar sinais da doença.

As mulheres são as mais afetadas pela sídrome, em especial na faixa dos 30 ao 50 anos. A proporção é de duas mulheres para cada homem. Outro problema encontrado pelos médicos é que não há causas definidas para a doença.

Segundo o gastroenterologista Antonio Jimenez, que atua em Santo André, o mal pode ter várias origens. "A doença ainda é pouco estudada, mas há índicios que as causam sejam emocinais ou físicas. Certos traumas podem tornar o corpo da pessoa mais sensível, potencializando os sintomas e as crises", afirmou.


Há outros estudos que ligam a síndrome a alterações no movimento intestinal, hipersensibilidade visceral e participação de alguns neuro-transmissores principalmente a serotonina, responsável pela transmisão nervosa entre os neurônios.


As crises interferem na rotina e prejudicam a qualidade de vida do paciente. Por não existir causas específicas para a doença, também não há cura. A príncipio o tratamento é feito com medicamentos para combater os sintomas (dor, diarréia e prisão de ventre) e reeducação de hábitos, mas para alguns casos também é indicado o tratamento pscicológico.


"O primeiro passo é conversar com o paciente, saber sobre o estilo de vida e seus hábitos. Alguns fatores como má alimentação, ansiedade e depressão podem agravar o mal-estar. Fazendo mudanças no cardápio e no estilo de vida, por exemplo, as melhoras vão aparecer mais rápido", disse Jimenez.

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