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Hantavírus encontrado no Sudeste e Centro-Oeste é mais letal, diz estudo

por cienciaesaude — última modificação 24/04/2009 12h04
De 1993 a 2007, um total de 877 casos de hantavirose foram notificados no Brasil, com uma taxa de letalidade de 39%.

Publicado em 24/04/2009 12h04

Última atualização em 24/04/2009 12h04

MARIANA BEVILACQUA

Pesquisadores da Rede de Diversidade Genética de Vírus (VGDN, do inglês Viral Genetic Diversity Network) encontraram evidências de que o Hantavírus Araraquara, comum no interior dos estados de São Paulo, Minas Gerais, Goiás e no Distrito Federal, é mais perigoso do que os hantavírus comuns encontrados em todas as outras regiões do país. O resultado do estudo foi publicado no periódico norte-americano Emerging Infectious Diseases.

O estudo cobriu a biogeografia dos hantavírus em uma área de 2,5 mil quilômetros quadrados no Brasil, onde foram coletadas amostras de anticorpos para hantavírus de 89 seres humanos e de 68 roedores. A taxa de morte por hantavirose foi maior nas áreas que apresentaram o vírus Araraquara. De 1993 a 2007, um total de 877 casos de hantavirose foram notificados no Brasil, com uma taxa de letalidade de 39%.

O hantavírus é encontrado em ratos silvestres que vivem nas áreas rurais e provoca a Síndrome Pulmonar por Hantavirus, ou hantavirose, doença que tem como sintomas febre acima de 38 graus, dores musculares e dificuldade de respirar. O indivíduo é contaminado pela hantavirose ao respirar poeira com restos de fezes, urina ou saliva de roedores contaminados. Geralmente, esses ratos preferem ambientes fechados.

A hantavirose é um problema de saúde crescente no Brasil devido à expansão urbana, agrícola e de gado em ecossistemas que contêm espécies de roedores da subfamília Sigmodontinae, que servem como reservatórios do hantavírus. De acordo com o trabalho, o Hantavírus Araraquara está associado a áreas que sofreram mudanças mais rapidamente devido ao crescimento desorganizado da população.

De acordo com o virologista do Instituto de Ciências Biomédicas da USP (Universidade de São Paulo), Paolo Zanotto, um dos coordenadores do trabalho, o Hantavírus Araraquara tem nível letal mais alto que os encontrados pelo resto do Brasil.

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