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Vacina tetravalente contra o câncer de colo de útero chega ao Brasil

por cienciaesaude — última modificação 26/05/2008 13h13
Os vírus da família HPV – papilomavírus humano – são responsáveis por 99% dos casos de câncer de colo do útero.

Publicado em 26/05/2008 13h13

Última atualização em 26/05/2008 13h13

SANDRA PAZZINI
da Redação


Clínicas de vacinação em todo o país já começam a receber a vacina tatrevalente contra o papilomavírus humano, ou HPV, sexualmente transmissível e causador de 99% dos casos diagnosticados de câncer de colo do útero. Segundo dados do Ministério da Saúde, o câncer de colo do útero é o segundo que mais mata entre as mulheres, perdendo somente para o câncer de mama. São quase 20 mil novos casos/ano.

A vacina é produzida pelo laboratório inglês GlaxoSmithKline (GSK), e proporciona imunidade entre seis e nove anos contra os quatro tipos de vírus da família HPV, identificados pelo números 16, 18, 31 e 45.

Estudos demonstram que a incidência maior ocorre entre mulheres de 20 a 25 anos, mas o número pode aumentar entre adolescentes, que estão iniciando sua vida sexual cada vez mais cedo. Nessa fase o colo do útero ainda está em formação e o número de anticorpos é insuficiente para combater o vírus, o que favorece a entrada do HPV. Entre os homens o risco é menor, mas o HPV pode causar tumores malignos no pênis e no ânus.

A vacina, que tem preço de custo de R$ 216,55 - já aprovado pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos - ainda não tem estabelecido seu preço final para as clínicas particulares, mas o médico ginecologista e coordenador do CAISM (Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher) de São Bernardo, Rodolfo Strufaldi, estima que o preço para o consumidor deverá ser de aproximadamente R$ 400,00/dose. 

“São necessárias três doses da vacina, a segunda após 30 dias da aplicação da primeira e a terceira após seis meses. Como acredito que cada dose custará aproximadamente R$ 400,00, apenas uma pequena parte da população poderá dispor desse valor e tomar  todas as doses”, esclareceu o ginecologista.

Strufaldi acredita que o laboratório GSK deverá reduzir o preço, à medida em que os custos de pesquisa e publicidade forem sendo absorvidos. “Caberá à classe médica atuar junto ao governo para que futuramente a vacina contra o HPV também seja distribuída gratuitamente à população, como acontece hoje com a vacina contra a Hepatite B”, afirmou o médico.        

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