Público impede que vazamento de informações seja ignorado na internet, diz especialista

Seminário Redes Sociais e Cidadadia continua na tarde desta sexta-feira (21)
Público impede que vazamento de informações seja ignorado na internet, diz especialista

Da esquerda para a direita, o mediador Fabio Josgrilberg, Gabriella Coleman, da New York University, Henrique Antoun, professor da UFRJ, e Rodrigo Savazoni, mestrando da UFABC - Foto: Elder Monteiro/RROnline

CAROLINE GARCIA
Da Redação*

O vazamento de informações sigilosas na internet, geralmente provenientes de governos, depende, além dos hackers que descobrem, do público para a divulgação. A afirmação foi feita pelo professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Henrique Antoun, no último dia do seminário Redes Sociais e Cidadania, promovido pela Universidade Metodista em parceria com a UFABC (Universidade Federal do ABC).

“A internet foi feita pelos militares para comandar uma guerra de destruição fantástica, de propensões nucleares para que os aliados pudessem se comunicar. É uma máquina de luta. Ao mesmo tempo, as universidades fazem com que a internet seja uma máquina de cooperação interativa. E não há um passo na historia da internet que não aparece o hacker. Ele introduz de modo violento a ocupação do ciberespaço”, disse Antoun.

De acordo com o especialista, os vazamentos das informações dependem de três segmentos. “O primeiro movimento é quando surge o Wikileaks. Se vaza 500 mil documentos é porque foi criado um arquivo desse tamanho. E essa verdade vazada na rede e põe a vida em movimento, dá uma chacoalhada.”

O segundo passo depende do público, que passa a divulgar as informações que são colocadas em rede. “São as chamadas biolutas. O público não tem cara e nem é formador de opinião, mas é ele que impede que o vazamento seja ignorado. Chamo isso de uma potencia da multidão”.

Antoun considera o terceiro e último momento como ocupações, quando as informações divulgadas passam a ser incorporadas pelo público, que começa a se preocupar com os dados que foram revelados.

O último dia de seminário continua na tarde desta sexta-feira (21). Acompanhe a transmissão ao vivo pelo UOL.

*Esta reportagem foi produzida por alunos do curso de Jornalismo da Universidade Metodista de São Paulo

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