Antigas profissões perdem espaço para novas tecnologias

Ofícios tradicionais passaram mudanças ou deixaram de existir
Antigas profissões perdem espaço para novas tecnologias

Sapateiros conservam hábitos tradicionais de trabalho

Jéssica Maia
Kauan Lima
Renato Fontes
* Especial para o RROnline

Novas tecnologias são criadas diariamente, facilitando o dia a dia das pessoas, melhorando a qualidade de vida e o trabalho da população, máquinas substituem serviços que antes eram prestados por seres humanos. Profissões como datilógrafo, alfaiate, arquivista, engraxate, sapateiro, se tornaram desconhecidas para a nova geração, ou passaram por grandes mudanças.
 
O sapateiro não é mais o profissional que cria sapatos por encomenda, as lojas de calçados já fornecem o produto pronto, o serviço precisou ser reinventado e, hoje, além de consertar e fabricar calçados, cuida de acessórios como bolsas, cintos e jaquetas.
 
Outros lugares ainda mantêm costumes antigos da sapataria, é o caso do Eduardo Martins de Oliveira. Sapateiro há 31 anos, Oliveira mantém seu espaço na rua Helena Jackey, no bairro Rudge Ramos, em São Bernardo. Segundo Oliveira, a profissão foi passada de pai para filho durante várias gerações na família, mas provavelmente deve se encerrar com ele, uma vez que seu filho não tem interesse em seguir a mesma área. O sapateiro diz ainda que daqui 30 anos provavelmente a profissão não exista mais, pois, não haverá profissionais capacitados para realizar o serviço, devido o desinteresse dos jovens pela profissão.
 
Em contrapartida, o alfaiate Vincenzo Pellilli acredita que o filho vai seguir seus passos. O italiano é advogado, porém nunca exerceu a profissão, há 50 anos ele aprendeu a arte da alfaiataria com um amigo quando chegava ao Brasil e até os seus 18 anos sempre pensou em desistir da profissão. Hoje seu filho está cursando Direito e às vezes o ajuda no serviço.

 

 

 

*Esta reportagem foi produzida por alunos do curso de Jornalismo da Universidade Metodista

Ações do documento
registrado em: