Internet ajuda a pagar tratamento para gato abandonado
Mais de 6.000 pessoas já acessaram a página do facebook “Ajude o Nino” criada pela estudante - Foto: Reprodução
LUIZA VIDAL
Da Redação*
Existem cerca de 25 milhões de cães e 4 milhões de gatos abandonados no mundo, segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde). Atualmente, uma forma de ajudar esses animais é divulgar os maus tratos e pedir ajuda aos internautas nas redes sociais. É o caso da estudante Susana Claros, que utilizou o Facebook para arrecadar renda e cuidar de um gato que foi encontrado abandonado na rua.
Mais de 6.000 pessoas já acessaram a página “Ajude o Nino”, no Facebook, criada pela estudante. Inicialmente, o objetivo era arrecadar dinheiro para pagar a ressonância magnética do animal. “Depois de duas semanas que eu encontrei ele, as patas traseiras atrofiaram, e os veterinários só iam descobrir o motivo após a ressonância. Como eu já tinha tido muitos gastos, pensei em criar a página apenas para pagar o exame, mas acabou indo além. Tudo que eu preciso e não tenho condições de pagar, divulgo na página e as pessoas colaboram”, contou.
Susana encontrou o gato machucado e desde então, cuida do animal - Foto: Arquivo pessoal
“Nunca achei que fosse dar tanto resultado a ideia da página no Facebook. Agora, eu também uso para pedir ajuda para outros animais. Utilizo a ferramenta para doar os próprios animais que eu recolho na rua e, além disso, para encontrar cães e gatos que estão perdidos do dono”, falou a estudante, que já doou 7 dos 13 animais que recolheu da rua.
Para Susana, as pessoas não devem ter vergonha de pedir dinheiro para ajudar os animais na internet, mas faz uma ressalva e conta que é preciso de alguns cuidados. “O importante é deixar exposto na página onde o dinheiro arrecadado é investido para não gerar dúvidas", explicou.
Cuidados - No caso dessas doações, é preciso sempre que a pessoa saiba quem é o responsável pelo animal, entre em contato e verifique se a conta do banco é segura. Isso porque muitas pessoas podem utilizar a ferramenta para obter lucro pessoal.
*Esta reportagem foi produzida por alunos do curso de Jornalismo da Universidade Metodista de São Paulo

