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Empresas orientam quem pretende faturar no YouTube

por aluno2016 última modificação 02/02/2017 07h06
Já chega a 70 milhões o número de brasileiros que assistem vídeos online

Publicado em 02/02/2017 07h06

Última atualização em 02/02/2017 07h06

Empresas orientam quem pretende faturar no YouTube
Gabriel Faganello, 16, tem canal no YouTube para produzir conteúdo destinado aos jovens - Reprodução/ RROnline

BÁRBARA FERNANDES
GIOVANNA FAVERO
THAIS TELES

 Especial para o RROnline*

Quem tem um canal na rede social YouTube (www.youtube.com) para exibir vídeos pode faturar com isso. Essa rede permite que qualquer cidadão crie um espaço e passe a disponibilizar produções caseiras ou não. Hoje, inclusive, já existem consultorias que orientam esses participantes a ganhar dinheiro com essa atividade. São as networks.

Networks são empresas que orientam, divulgam canais de produtores de conteúdos que têm potencial em crescer e ganhar dinheiro. As empresas "caçam" os youtubers e oferecem uma parceria em que eles oferecem recursos, como melhorar a qualidade de produção dos vídeos e entrar em contato com anunciantes.

Esses youtubers, na maioria, são jovens, pois, de acordo com a consultoria Provokers Target, o YouTube se tornou uma das grandes redes de comunicação entre jovens de 18 a 34 anos, que podem ser contatados pelas networks.

 E os canais de culinária estão entre os mais procurados pelo público. Ouça a reportagem:

 

Uma dessas networks é a Dia Estúdio (www.diaestudio.com), que oferece aos youtubers suporte de uma maneira personalizada com o objetivo de aumentar a audiência e a remuneração dos canais.

De acordo com Andressa Mafra, gestora administrativa na Dia Estúdio, a empresa não possui um padrão nas escolhas dos canais, desde que eles tenham números expressivos e possibilidade de comercialização. "Levamos os canais em agências interessadas em anunciar determinado segmento. Lucramos com parte do que retemos de cada canal com a comissão das vendas negociadas por nós e com vídeos para campanhas."

Há networks inclusive que são voltadas mais para a parte comercial. Uma delas é a network Amazing Pixel (www.amazingpixel.com.br), criada em 2012 por Alexandre Ottoni e Deive Pazos.

 Um dos youtubers que participam dessa empresa desde 2013 é Fernando Russell, professor do curso de comunicação da PUC de Santos. Russell possui o canal de culinária “Cozinha de Jack”, que produz vídeos de receitas de lanches, carnes e aperitivos. Mesmo não sendo formado em gastronomia, o gosto de cozinhar fez com que o professor criasse esse conteúdo.

Apesar de a empresa prestar auxílio também na produção de conteúdo, Russell achou útil para o seu canal apenas o recurso da integração do conteúdo com a publicidade. "A principal vantagem da network em que estou é ter uma agência que cuida do meu comercial. Vão atrás de publicidade para o canal", afirmou o professor. Ele não quis falar o percentual que lhe cabe do faturamento, mas afirmou que há um contrato anual que geralmente é renovado automaticamente.

Sem network

 Mas ainda há youtubers que não utilizam desse sistema e, mesmo assim, seguem fazendo suas produções de vídeo independentes e lançando na rede. Como a jornalista Alexandra Gurgel, 27. Ela é dona do canal Alexandrismos (https://www.youtube.com/channel/UC2LQ5jMieMZjb5k5Gprp2JQ), que foi criado em 2015 e fala sobre o empoderamento das mulheres, gordofobia, aceitação do corpo, amor próprio e é a favor da liberdade de expressão, ou seja, os vídeos falam que lugar de mulher é onde ela quiser. O canal tem mais de 22 mil inscritos e mais de 500 mil visualizações.

A jornalista disse que networks já entraram em contato com ela. Mas, de acordo com a youtuber, 40% da renda dos vídeos do canal vão para as networks. “Tudo que a network oferece para mim eu já sei fazer, que é promover o meu canal. E acabo perdendo a parceria com o YouTube que oferece alguns recursos de graça. ”

O site oferece recursos, mas quem quer ser um youtuber tem que prestar atenção nas normas. Assista a reportagem:

Esses recursos gratuitos, de acordo com Alexandra, vêm desde cursos, até uma análise inteira do canal. “O próprio YouTube já ganha dinheiro com os anúncios do meu canal, e por isso é interessante pra eles esse investimento.”

 

*Esta reportagem foi produzida por alunos do curso de Jornalismo da Universidade Metodista de São Paulo

 

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