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Pesquisa aponta que mulheres com 40 anos representam o perfil do consumidor virtual

por iago.carneiro última modificação 10/08/2017 16h49
Apesar da alta nos números das vendas online é preciso tomar alguns cuidados com a segurança

Publicado em 09/08/2017 18h15

Última atualização em 10/08/2017 16h49

Pesquisa aponta que mulheres com 40 anos representam o perfil do consumidor virtual
O consumo virtual aumentou 22% em relação ao ano passado, atingindo 48 milhões de brasileiros - Foto: Caroline Gibin/ RRO

IAGO MARTINS
Da Redação*

A Internet foi inventada em 1969, mas foi só em 1994 que a primeira compra online foi realizada nos Estados Unidos. Desde então, setores comerciais vêm adotando o método de venda virtual a fim de agradar os consumidores e garantir os lucros. No Brasil não é diferente. Segundo dados divulgados na 35ª edição do Webshoppers realizado pela empresa Ebit, em 2017, mais de 48 milhões de brasileiros consumiram pela internet. Alta de 22% em relação ao ano anterior.

A pesquisa também detalha o perfil do e-consumidor brasileiro: mulher, moradora da Região Sudeste, 40 anos e pertencente à classe média.  A fotógrafa Adriana Bernardi, 47, faz parte desse retrato. Consumidora virtual há seis anos, Adriana começou a adquirir mercadorias online pela praticidade e custo benefício. “Tenho pouco tempo e a internet facilita. Desde que sejam buscados sites seguros para realização das compras.”

 A fotógrafa também acredita que o uso da internet ajuda na hora de pesquisar os melhores preços no mercado, mesmo que a compra seja realizada nas lojas físicas. “Em vez de eu ir em várias lojas, pesquisei meia dúzia online em cinco minutos. Eu acabo ganhando tempo”, disse.

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Para o economista Sandro Maskio, o principal motivo das vendas online serem alvo principalmente dos consumidores com mais de 40 anos, é a falta de tempo de irem até as lojas. “A facilidade do acesso ajuda a mudar o perfil do e-consumidor. Para quem é o comprador, há a economia de tempo, além do poder de fazer pesquisas mais detalhas dos preços das mercadorias.”

A cirurgiã dentista Silvia Luccas Vaccari, 47, também faz parte do grande grupo de e-consumidores brasileiros. Imersa na era virtual, Silvia consome há mais de cinco anos produtos pela internet e garante que a praticidade não é o único motivo para investir neste método de compra. “Muitas vezes eu consigo preços mais acessíveis se comparado com lojas físicas”, afirmou.

As compras virtuais são variadas: vão de eletrodomésticos a livros e produtos para o consultório dentário do qual Silvia é proprietária. “Verifico sempre se o site é confiável. Só faço compras online se o site for respeitado. E dificilmente uso cartões de crédito. Prefiro gerar boletos e pagar no caixa eletrônico. É mais seguro.”

Os cuidados tomados por Silvia precisam ser adotados pelos e-consumidores brasileiros para que não caiam em algumas armadilhas como por exemplo: pagar e não receber o produto, ter os dados clonados ou pagar por um produto e receber outro. Ao menos é o que garante o economista Sandro Maskio. “Precisam verificar a confiabilidade da loja da qual está comprando. Pesquisar nos sites de proteção ao consumidor, como o Idec ou Procon e ver se lá consta alguma reclamação.” Se a compra for realizada por meio dos aparelhos celulares, Maskio aconselha a instalação de anti-vírus a fim de combater clonagem de cartões.

*Esta reportagem foi produzida por estagiários da Redação Multimídia da Universidade Metodista de São Paulo

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