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Número de mortes causadas pela poluição aumenta nos últimos anos

por giulia.marini última modificação 04/10/2019 15h41
Segundo pesquisa coordenada pelo Instituto de Física da USP, os ônibus e caminhões são responsáveis por metade da emissão de poluentes em São Paulo

Publicado em 04/10/2019 15h41

Última atualização em 04/10/2019 15h41

Número de mortes causadas pela poluição aumenta nos últimos anos
Metade da poluição atmosférica do estado de São Paulo é decorrentes dos poluentes emitidos pelos carros e caminhões. Foto - Bruna Cezario

PEDRO LA FERREIRA 
Da Redação*

A poluição atmosférica é um problema constante enfrentado pela sociedade moderna. Segundo um estudo do Ministério da Saúde, o número de mortes causadas pela poluição do ar aumentou 14% nos últimos 10 anos.

Poeira, fumaça, dióxido de carbono. Esses são alguns dos poluentes atmosféricos que estão presentes no dia a dia das pessoas que vivem em uma cidade grande, como São Bernardo.

Uma pesquisa coordenada pelo Instituto de Física (IF) da USP revelou que caminhões e ônibus são responsáveis por metade da poluição do ar no estado de São Paulo.

A bibliotecária Mônica de Lima, 48, utiliza o transporte público para chegar ao trabalho e admite que já sofreu com a poluição. “Eu percebo a poluição do próprio ônibus que pego. Já aconteceu de o caminhão do lado soltar uma fumaça bem escura, que entrou dentro do ônibus e as pessoas começaram a tossir”.

Apesar das emissões originadas pelas fontes móveis (veículos leves e pesados) serem os principais poluentes, as fixas (indústrias) também contribuem com a poluição, principalmente na região do ABC, onde existe o polo petroquímico.

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Para o ambientalista e professor universitário Carlos Henrique, São Paulo possui uma característica natural, como o relevo e os eventos meteorológicos, responsáveis por ampliar os efeitos negativos da poluição.

Mas, por outro lado, o ambientalista ainda aponta alternativas para reduzir esses problemas, como “ampliação da arborização urbana, malha cicloviária e o incentivo ao uso de meios de transporte”, entre outras medidas.

O médico do trabalho Fábio Auge, 61, explica que os efeitos da poluição variam para cada um, uma vez que, depende do poluidor e também da defesa individual do corpo. “Se você é portador de uma asma e recebe uma carga poluidora, pode ser que piore. Ou, por exemplo, se a pessoa tiver imunidade baixa ou consumir bebida alcóolica, sofre mais”.

Segundo o médico, não há segredos para buscar a prevenção. “É necessário identificar a fonte de poluição e se afastar. Deixar a janela de casa aberta para o ar circular e ligar o ar condicionado quando sair com o carro também ajudam”, esclarece o especialista.

*Esta reportagem foi produzida por estagiários do Curso de Jornalismo da Universidade Metodista de São Paulo

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