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São Bernardo promove Dia D para prevenção do câncer de mama

por giovanna.pellissari última modificação 03/10/2019 15h41
A ação ocorre no sábado (05/10), das 8h às 17h, nas 34 Unidades Básicas de Saúde da cidade

Publicado em 03/10/2019 15h41

Última atualização em 03/10/2019 15h41

São Bernardo promove Dia D para prevenção do câncer de mama
Campanha do Outubro Rosa tem como objetivo a conscientização de alertar as mulheres sobre a importância do diagnóstico e prevenção precoce do câncer de mama. Arte: José Reis

ANDRESSA SCHMIDT
Da Redação*

A Secretaria de Saúde de São Bernardo informa que vai promover o Dia D para solicitação de mamografia para diagnóstico precoce do câncer de mama e para exames de prevenção relacionados ao câncer de colo de útero. A ação ocorre no sábado (05/10), das 8h às 17h, nas 34 Unidades Básicas de Saúde. Mas,durante todo o mês, as UBS terão decoração especial e programação com oferta de atividades educativas, nutrição, beleza, coral, dança, automassagem, alongamento, limpeza de pele, entre outros. 

 A Campanha do Outubro Rosa integra um  movimento criado na década de 1990 e tem como objetivo a conscientização de alertar a sociedade, principalmente as mulheres, sobre a importância do diagnóstico e prevenção precoce do câncer de mama, e mais recentemente do câncer de colo de útero.

Segundo a Oncologista Dra. Angela Francisca Trinconi, quanto mais precoce for o diagnóstico, maior a possibilidade de tratamento e cura. “Toda doença que é diagnosticada tardiamente já levou a uma piora em seu avanço. Quanto mais demora para diagnosticar, maior a chance de haver metástase, ou seja, comprometimento de outros órgãos pela neoplasia mamária, também é maior o acometimento da mama, tornando menor a possibilidade de uma cirurgia conservadora e fazendo com que o tratamento cirúrgico, quimio e radioterápico seja menos eficaz”. Ela ainda afirma que não se fala mais em autoexame, mas sim em autoconhecimento. “A mulher precisa conhecer bem como é a própria mama, qual a consistência, volume, textura da pele, com a finalidade de que ela seja capaz de identificar qualquer alteração. Exame é um procedimento médico, assim nós não temos como nos auto examinar, mas temos como nos autoconhecer”. Sempre que a mulher notar qualquer mudança nas características da mama, seja a pele mais espessa ou avermelhada, uma área endurecida ou nódulo, ela deve procurar um médico.

Silvana Liberal teve o câncer detectado em 2018. “Sempre realizei meus exames de rotina anualmente, e em março do ano passado foi encontrado um pequeno ponto e, com essa suspeita, fiz biópsia e outros exames. Após isso, foi diagnosticado o câncer de mama in situ, que segundo o médico, não é dos mais graves se tratar desde o início e não espalhar. Em julho, eu realizei a cirurgia para retirada de um quadrante da mama e depois fiz outra biópsia para saber se não havia espalhado”. Ao final, ela conta que o médico recomendou 20 sessões de radioterapia. Quanto a forma de tratamento, a oncologista informou que este pode variar de paciente para paciente, pois depende do que foi detectado no diagnóstico.

Sônia Regina Martimiano Baptista diagnosticou a doença em 2003, e faz o alerta para consultar mais de um médico. “Eu tinha problemas com displasia mamária, sentia muitas dores na região e fui em um mastologista. Ele me pediu os exames e, na mamografia, apareceu um nódulo, com isso ele disse que eu teria que ser operada urgente. Mas eu preferi ouvir a opinião de outros, busquei mais duas médicas e por infelicidade eu optei por aquela que falou o que eu queria ouvir: de que eu não tinha nada”. Ela ainda complementa: “Até que um dia tomando banho eu senti uma dor muito forte e, quando eu massageei, senti como que uma explosão de uma espinha madura que ainda liberou um líquido, eu recolhi em um frasquinho e levei nessa mesma mastologista. Com os exames, veio o diagnóstico de carcinoma maligno, porém esta médica continuou afirmando que não era nada”. Sônia ainda conta que, após o diagnóstico correto com outra médica, fez por alguns meses a quimioterapia depois da mastectomia (retirada total da mama), mas como ela teve todos os efeitos colaterais, o oncologista que ela fazia consulta suspendeu porque era mais perigoso continuar fazendo do que não fazer.

 

*Esta reportagem foi produzida por estagiários do Curso de Jornalismo da Universidade Metodista de São Paulo

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