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Peixes ornamentais são atração de feira no ABC

por caroline.garcia — última modificação 17/09/2010 10:17
O espaço recebe de 100 a 130 visitantes por dia

Publicado em 17/09/2010 08:05
Última atualização às 10:17

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Peixes ornamentais são atração de feira no ABC

Espécie de peixe kinguio, também conhecida por peixe dourado, é a segunda mais procurada na feira de peixes ornamentais de Santo André - Foto: Rônia Barbosa/RRJ

RÔNIA BARBOSA
do Rudge Ramos Jornal

A Craisa (Companhia Regional de Abastecimento Integrado de Santo André) realiza toda quarta-feira, a partir das 14h, a primeira feira de peixes ornamentais da região. O espaço recebe aproximadamente de 100 a 130 visitantes por dia. Em dias mais movimentados, a média de frequentadores chega a 200, segundo a Craisa.
A feira começou em dezembro do ano passado. Além de peixes, o local reúne pássaro, roedores e acessórios para aquário.

O objetivo é suprir as necessidades dos lojistas do ABC e atender as pessoas que querem ter um peixe por hobby. “Aqui, as pessoas podem negociar diretamente dos produtores”, afirmou Ricardo Rautenberg, técnico em agropecuária.

São várias espécies de peixes em exposição, entre elas carpa, kinguio, beta e espada. Os preços vão de R$ 0,25 a R$ 300.

Na feira, há espaço para 43 expositores. São 21 cadastrados. Cada um paga R$ 48 por mês por módulo, mais despesas de rateio de limpeza e energia elétrica.

Segundo o coordenador de atividades da feira, Francisco Marques, o mercado de peixes ainda precisa ganhar espaço. “Por desconhecimento, as pessoas não procuram tanto e por este motivo ainda há poucos cadastros. Apesar disso, a gente sente que a procura esta aumentando”.

As pessoas que visitam a feira pela primeira vez sempre voltam, como conta o casal Nathália Machado e Osneber Pelózio. Eles descobriram o lugar por meio de um colega e retornaram para comprar alevinos, uma espécie de larva de peixe para alimentar um Oscar, peixe carnívoro, originário da região Amazônica, que mede de  35 cm a 40 cm.

Para Nathália, a exposição de peixes favorece questões financeiras. “Hoje a gente veio comprar alimento, aqui é bem mais barato. Lá fora, a gente acaba pagando R$ 2 e aqui cada um sai por R$ 0,60”, contou Nathália.

A feira conta com a divulgação de pessoas que já visitaram o espaço e também com a colaboração dos criadores, vindos de diversas regiões como interior de São Paulo, Minas Gerais e Mogi das Cruzes.

Além de curiosos e vendedores, o evento também recebe os apaixonados por peixe desde criança. É o caso de Robson de Almeida, biólogo e criador há seis anos.

Segundo Almeida, é mais fácil vender peixes nas grandes metrópoles, já que as pessoas anseiam em ter contato direto com a natureza. Também há a facilidade de criá-los e manuseá-los em casa.

Outros animais - Além de peixes, na feira é possível encontrar animais variados, como os roedores. Vendidos por Ricardo Bianco, engenheiro civil, que está na área há 25 anos, eles  custam em média R$ 5. Em sua banca há hamster, camundongo e alimento para cobras. “A oportunidade de ter meu próprio espaço é um ótimo negócio para atender lojistas. Como sou criador, consigo um preço melhor”, disse Bianco.

Ele conta que começou criando coelhos, mas como não há tradição para o consumo da carne no Brasil, preferiu criar hamster. O custo da produção mensal de roedores varia entre R$ 4 mil e R$ 6 mil.

Enquanto os roedores arrepiam algumas pessoas, os pássaros agradam com o canto.  Roberto Godoy é agricultor há 30 anos, tem uma loja própria e uma distribuidora, mas a feira é o melhor meio de repassar a mercadoria e divulgar a criação.

Godoy iniciou o negócio por intermédio de um amigo que desistiu e repassou a freguesia. “Agora eu vivo disso. Esse é meu meio de vida”, afirmou. O preço dos pássaros varia de R$ 2,5 até R$ 45.

Segundo Godoy, os pássaros mais procurados são: o periquito, a calopsita, o canário e, depois, os mais exóticos. “Nada da fauna brasileira. Dela não se mexe porque não pode. É proibido mesmo, tem que ter autorização do Ibama”.

Manejo - Os peixes são transportados do local de origem até a feira em saquinhos plásticos. Os criadores dosam a quantidade certa de oxigênio e água para o animal e medem a temperatura com precisão.
O biólogo Robson de Almeida explicou que ocorre o manejo das espécies, no dia seguinte, já que não podem ficar muito tempo dentro dos sacos. O peixe fica em tanques de descanso antes de serem ensacados novamente.

Serviço

Feira de peixes ornamentais: Craisa - av. do Estado 2195, Santo André. Todas as quartas-feiras, das 14h às 17h.

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