Você está aqui: Página Inicial / Rudge Ramos Jornal / 2010 / Março / Enduro a Pé beneficia corpo e mente

Enduro a Pé beneficia corpo e mente

por rroeditor — última modificação 26/03/2010 09h02
Popularmente conhecido como caminhada ecológica, a modalidade traz uma vantagem sobre o andar comum: os cuidados psicológicos.

Publicado em 26/03/2010 09h02

Última atualização em 26/03/2010 09h02

Enduro a Pé beneficia corpo e mente
É importante ter uma alimentação balanceada e ficar de olho na hidratação durante a prática do trekking - Foto: Arquivo Pessoal

CAIO MARTINS
do Rudge Ramos Jornal

Um dos esportes mais recomendados pelos médicos é o enduro a pé ou trekking.
Popularmente conhecido como caminhada ecológica, a modalidade traz uma vantagem sobre o andar comum: os cuidados psicológicos.

“A caminhada, de uma maneira geral, aumenta a capacidade cardiorrespiratória, reduz o risco de doenças cardiovasculares e, sem duvidas, o contato com a natureza ajuda a reduzir sintomas do estresse do cotidiano”, afirmou o especialista em medicina esportiva e sócio fundador do Medicina do Esporte Adriano Leonardi.

Mesmo sendo, em geral, recomendado para todas as idades, pessoas com problemas cardiopulmonares e doenças ortopédicas, como lesões no joelho, tornozelo, quadril e coluna lombar, devem praticar o trekking com moderação. Leonardi aconselha que os interessados no esporte façam uma avaliação física antes de começar a caminhar.

“É importante fazer um check up esportivo com um médico do esporte, no qual devem ser avaliadas as funções cardíacas, metabólicas, nutricionais, biomecânicas e psicológicas para o conhecimento do estado fisiológico do organismo. O próximo passo é o condicionamento físico, que envolve fortalecimento e reequilíbrio musculares, compensação de pisadas patológicas (irregulares) e ganho cardiorrespiratório. Tudo isso para evitar fadiga precoce e lesões ortopédicas”, disse o médico.

Hidratação - A maior parte do corpo humano é formada por água. O controle desse elemento durante o esforço físico é muito importante. A falta de água, conhecida como desidratação, pode dificultar o transporte do oxigênio, assim como dos elementos nutritivos e sais minerais, que mantêm o organismo funcionando durante a prática esportiva.

Na caminhada ecológica isso não é diferente. Conforme a intensidade e dificuldade das trilhas, além do clima, a reposição do líquido perdido se torna essencial para evitar lesões e câimbras.

De acordo com o fundador do Medicina do Esporte, os atletas precisam tomar uma série de cuidados com a hidratação devido a essa perda no exercício aeróbico continuado. “Em geral, orientamos que a pessoa beba água a cada 20 minutos e alguma bebida isotônica a cada 40 minutos. Após duas horas, sugerimos o uso de bebidas hipertônicas ou balas de sal”, explicou Leonardi.

Alimentação - A escolha dos alimentos influencia diretamente na disposição do esportista durante as provas e em seus resultados. Antes do trekking, é aconselhável ter uma alimentação rica em carboidratos, já que esse é a principal fonte de energia durante a atividade física.

Assim, os estoques de glicogênio muscular (forma que o carboidrato é armazenado no corpo do atleta) aumentam, garantindo maior resistência a fadiga e maior tolerância ao esforço. “Barras de cereal, carboidrato em gel, frutas, biscoitos e sanduíches são boas opções. Deve-se consumir de 30 a 60g de carboidratos por hora de caminhada”, disse a nutricionista Serena Del Favero.

A nutrição após a caminhada ecológica é importante para a reposição dos estoques de glicogênio do corpo e também para auxiliar na recuperação muscular. Alimentos fontes de carboidratos e proteínas são indicados para que isso ocorra.

“É bom lembrar que as quantidades específicas de líquidos, carboidratos e proteínas variam de pessoa para pessoa e de acordo com o nível de atividade física, devendo-se sempre procurar a ajuda de um nutricionista para uma orientação mais específica”, explicou Serena.

Integração - O Instituto Mauá de Tecnologia, localizado em São Caetano, usa o trekking na recepção aos calouros, desde 2009, no Projeto “Primeira Semana”, que tem o intuito de integrar novos alunos, mostrando os setores da faculdade que serão importantes na vida acadêmica.

Coordenados por professores com experiência nessas competições, os alunos assistem a uma aula de aproximadamente 40 minutos sobre o esporte. Depois disso,  partem para a etapa prática do trekking em equipes de até quatro alunos.

“O percurso de dois quilômetros deve ser percorrido em 55 minutos, em uma média horária de 36 metros por minuto, velocidade considerada baixa para provas dessa natureza”, disse Marcelo Gomes, coordenador e praticante da atividade.

Ações do documento

registrado em: ,