Você está aqui: Página Inicial / Rudge Ramos Jornal / 2010 / Março / Trekking busca espaço no ABC

Trekking busca espaço no ABC

por rroeditor — última modificação 26/03/2010 08h44
Trata-se de um esporte de aventura que consiste em caminhada em contato com a natureza.

Publicado em 26/03/2010 08h44

Última atualização em 26/03/2010 08h44

Trekking busca espaço no ABC
Equipe Johnnie’s Walkers, formada em 2008, foi campeã logo no primeiro ano praticando o esporte - Foto: Caio Martins/RRJ

LÍVIA LOURENÇO
do Rudge Ramos Jornal

Determinação e direção unidas com trilhas ecológicas são a base para a prática de trekking. Trata-se de um esporte de aventura que consiste em caminhada em contato com a natureza. As equipes participantes se baseiam em uma planilha indicadora de trechos, velocidades e distâncias, dependendo de equipamentos básicos como uma bússola, um cronômetro e uma calculadora.

O trekking surgiu no Brasil no início dos anos 90, em São Paulo. O esporte tem regras adaptadas de enduros (provas de veículos motorizados) de jipe e moto. Como conta com poucos equipamentos, torna-se barato. Hoje, já existem provas que com 150 equipes, mas algumas organizações devem limitar esse número para não causar impacto ambiental.

No Estado de São Paulo existe um projeto chamado Trilhas de São Paulo. A atividade disponibiliza acesso gratuito a cartilhas com as trilhas presentes em um conjunto de parques estaduais, servindo como treino para os grupos que participam das competições.

A equipe Johnnie’s Walkers, de Santo André, formada há dois anos, começou participando em uma categoria do esporte.  No primeiro ano, já foram campeões do “Rally a Pé”, uma das competições de trekking. “A maior dificuldade, pelo menos para a gente, foi começar a participar. Porque não temos um preparo físico muito grande”, falou Marcelo Gomes, um dos membros da equipe, sobre as dificuldades encontradas no esporte. E completou: “Outra dificuldade para quem não está acostumado é a navegação. Acertar a planilha, as distâncias, para que lado ir. Mas nada que alguns meses praticando não resolva”.

Competições - O trekking, conhecido também como Enduro a Pé, é um desafio de regularidade, e não de velocidade, exigindo um preparo físico mínimo dos participantes. George Hirata, presidente da Federação Paulista de Enduro a Pé (FEPEP), disse que  os organizadores escolhem locais que ofereçam, além de um percurso adequado, a infraestrutura necessária para abrigar os competidores. O Estado de São Paulo é o que contém o maior número de competições do esporte.

As provas têm em torno de 10 km e chegam a levar a 3 horas, com equipes de três a seis pessoas. Podem ser diurnas ou noturnas, e até embaixo de chuva, como é o caso das trilhas de Paranapiacaba. O subdistrito de Santo André (SP) é sede de algumas competições como a “Rally a Pé”, uma prova tradicional e a “Fun Trekking”, que se diferencia porque as equipes fazem sua própria rota, passando por pontos obrigatórios. A caminhada ecológica por lá é adequada para iniciantes do esporte, por ser fácil e tranquila, já que é uma pista aberta a veículos também.

“Depois que a gente começa, não quer parar mais. Parece que é um vírus que entra no sangue e a gente quer fazer todo fim de semana”, declarou Gomes sobre o bem estar que os praticantes sentem através do esporte considerado de aventura. Essa façanha acontece pelo fato desses esportes proporcionarem um contato direto com a natureza, vencendo obstáculos naturais e artificiais, criados pelas organizações. “Para pessoas que não praticam esportes regularmente, o Enduro a Pé oferece emoção suficiente para ser considerado um esporte de aventura”, disse Hirita.

Ações do documento

registrado em: ,