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Gerente gasta duas horas e meia para chegar à empresa

por bruno.goncalves — última modificação 11/09/2014 08h25
Morador de Suzano, Antonio Carlos sai às 4h20 e percorre 142 km todos os dias

Publicado em 11/09/2014 08h15

Última atualização em 11/09/2014 08h25

Gerente gasta duas horas e meia para chegar à empresa
Gerente Antonio Carlos percorre 142 km por dia - Foto: Arquivo pessoal


RODRIGO MOZELLI
Especial para o Rudge Ramos Jornal*


O gerente de controles operacionais Antonio Carlos Alves Mendes, 49, mora em Suzano, um dos 39 municípios da região metropolitana de São Paulo, e trabalha no bairro da Lapa, em São Paulo.

Diariamente, percorre 71 km para trabalhar. No total, gasta cerca de duas horas e meia para fazer o trajeto, ida e volta. Essa distância equivale a sair da capital e ir para uma cidade do interior, como Serra Negra, ou a São Vicente, no litoral sul de São Paulo.

Antes do atual emprego, Mendes chegou a acompanhar a empresa anterior. Trabalhava no Ipiranga, mas a empresa mudou-se para Suzano, e ele foi junto. “A distância entre Ipiranga e Suzano é de 65 km, e, para não ter que percorrer essa distância toda, resolvi ir com eles”, disse.

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Atualmente, Mendes não está mais trabalhando na mesma companhia, pois ela fechou. Ele faz o caminho até a Lapa há quatro anos, mas afirma que quer voltar para São Paulo. “Pretendo voltar ano que vem a morar no Ipiranga, já que o tempo de percurso até onde eu trabalho é menor”, contou.

Antonio sai de Suzano às 4h20 e deixa o carro em Ribeirão Pires. Poderia pegar o trem em Suzano mesmo e fazer uma baldeação em Guaianases, mas ele prefere ir até Ribeirão porque “a baldeação é muito complicada”. Depois, pega o trem às 4h40 até o Brás. Às 5h40, ele pega o metrô e faz baldeações até a Barra Funda. Depois, às 6h, pega um trem no sentido Itapevi e desce na estação Imperatriz Leopoldina.

Carlos completa dizendo que esse caminho o deixa muito cansado. “Na quinta, você já está baqueado. Na sexta, só quer chegar em casa logo para curtir a família. Além disso, tem o problema de você sair de um trem gelado e entrar em um quente”, disse ao reclamar do choque térmico.

*Esta reportagem foi produzida por alunos do curso de jornalismo da Universidade Metodista de São Paulo

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